Às vezes, mergulho nas fotos do teu passado. Fotos que não me pertencem, onde me sinto insecto. Sei que não contribuí para os sorrisos e os sentimentos espelhados. Sei que são noutra vida, sem a minha presença. Reconheço-te mas és um estranho; vejo-te como se te conhecesse desde sempre mas sei que não estava lá e também eu sorria e sentia noutras paragens, com outras gentes. Parece que havia um mundo tão grande pelo meio!
Mas não. Esse mundo era só um estreito, muito ténue e destinado a diluir-se.
Os sorrisos, os sentimentos, os rostos e as fotos valem o que valem, pesam o que pesam. Podem ter um peso insustentável ou ser apenas o pedaço de vida na proporção ideal que nos construiu até nos encontrarmos...
1 comentário:
E ainda bem que são verdes anos.
Talvez por isso, a seguir, no tempo certo... seja o instante de alcançar aquilo que designarei de "inocência madura". A inocência de acreditar over and over again... de uma forma mais serena.
:)
Tenho saudades tuas...
Aqui o pézinho já está quase "independente", quando nos encontramos?
Um beijinho, gosto de ti.
**tua m*
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