quarta-feira, 6 de agosto de 2008

verdes anos

Às vezes, mergulho nas fotos do teu passado. Fotos que não me pertencem, onde me sinto insecto. Sei que não contribuí para os sorrisos e os sentimentos espelhados. Sei que são noutra vida, sem a minha presença. Reconheço-te mas és um estranho; vejo-te como se te conhecesse desde sempre mas sei que não estava lá e também eu sorria e sentia noutras paragens, com outras gentes. Parece que havia um mundo tão grande pelo meio!
Mas não. Esse mundo era só um estreito, muito ténue e destinado a diluir-se.
Os sorrisos, os sentimentos, os rostos e as fotos valem o que valem, pesam o que pesam. Podem ter um peso insustentável ou ser apenas o pedaço de vida na proporção ideal que nos construiu até nos encontrarmos...

1 comentário:

centrípeta disse...

E ainda bem que são verdes anos.

Talvez por isso, a seguir, no tempo certo... seja o instante de alcançar aquilo que designarei de "inocência madura". A inocência de acreditar over and over again... de uma forma mais serena.

:)

Tenho saudades tuas...
Aqui o pézinho já está quase "independente", quando nos encontramos?

Um beijinho, gosto de ti.

**tua m*