segunda-feira, 28 de setembro de 2009

círculos

Há um círculo bloguista potencialmente comparável à rotatividade de mostra de gente da VIP ou da Caras, sei lá, mas num outro sentido, muito mais irritante. Um círculo tipo elite pseudo intelectual.
O que mais me chateia é que eu tenho links de acesso rápido à nata desta elite aqui a partir do meu lugarejo.
Palavra que às vezes sinto que estou a folhear as revistas, sempre frescas, que a minha sogra tem lá por casa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ainda sem perceber a da 'cabeça grande como um gato de setúbal', já vou entender quando se fizerem analogias à generosidade indonésia

Isto há um tempo atrás, não era assustador. Apenas fenomenal.
Agora é o tipo de coisa que não me deixa indiferente.
Mesmo que muito improvável.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

4 x

Há quatro alturas do ano em que sou uma pessoa optimista: quando mudam as estações.
A obra mais perfeita da Natureza é a mutação constante das suas estações. Elas mudam mesmo, mesmo, quando eu preciso de uma variação das coisas. Ainda que seja uma formalidade e o clima não transpareça nada de nada, é bom dizer que entramos no Outono.

cinema

Uma coisa que não estou a gostar na gravidez é o tormento em que se transformaram as salas de cinema. É uma maçada e fez com que não pudesse apreciar devidamente o tão esperado Idade do Gelo III e os aclamados Up e Inglourious Basterds*. Ou é isso ou sou eu que estou em dissonância com a massa crítica que tenho lido.
Quero acreditar que é a primeira, por isso vou tentar ver em casa as mamas e as lágrimas da Penélope Cruz, pelo sim pelo não.

* mas não fiquei imune ao provocante Christoph Waltz a emborcar asquerosamente o seu strudel, devo dizer. (Embora tenha servido apenas para ficar a pensar em duchesses com fios de ovos e ananás durante algum tempo. Que raio!)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

reentré

Ultimamente, na blogosfera, tenho lido muito mais do que escrito. Foram as férias, que apesar de curtas têm esta maravilhosa capacidade de me manter afastada da saturação do teclado. Depois o regresso, que tem sido um misto de preguiça, sentido do dever profissional e, principalmente, falta de um tema de jeito, que valha a pena talhar. Tenho andado envolta numa série de pensamentos que não se querem impor, não têm vontade. É um pouco aquele sentimento do 'havia tanto para dizer sobre isto mas... não tenho tempo (ou paciência)'. Depois o que se lê também não ajuda, não inspira, não revolta, não entristece, não dá ganas. São águas paradas, brandas, uma neblina incolor, invariavelmente à volta da política, do futebol, das desgraças pontuais (como a gripe, porque sobre desgraças a sério ninguém se pronuncia), da corrupção e da moral.
O melhor que tenho lido é o que não se relaciona com nada. Esta coisa dos blogues tem essa grande potencialidade. Às vezes é bom descansar as vistas por histórias quebradas, incompletas, que não têm tema, nem rigor, nem estrutura. Coisas que não são actuais, que não estão na moda nem na praça pública. São fragmentos que podem ter tanto de realidade como de ficção, tanto de revelação como de anonimato, sem origem, nem lógica, nem razão de ser. Estou sinceramente saturada de propagandas, críticas mordazes, lições de moral, sentenças oficiosas, pretensões. Chateiam-me tanto a leitura de um programa partidário oficial, como um post extraordinariamente bem escrito sobre como os dias de hoje corrompem o que havia de belo na escola e nas brincadeiras do nosso tempo. Cansa-me. Cansam-me as pessoas que põem tudo no mesmo saco e ditam do palanco as suas teorias sobre o que está mal nos dias de hoje. Cansa-me a mania da virtude e de como há quem se julgue seu dono. Admiro quem não tem olhares de julgamento para os demais e consegue soltar coisas quebradas, incompletas, sem tema, nem rigor, nem estrutura, pelo prazer que me dá o descompromisso dessa leitura. Invejo quem o faça e agradeço-lhe, de coração, por satisfazer as minhas necessidades actuais.
Mais tarde que cedo (espero), sei que também eu cairei na desgraça de ceder às tentações da temática comezinha, quer no que procuro ler, quer no que vou também sentenciando. Até lá, vou procurando estórias que me forrem as paredes do estômago, como um actimel, para suavizar o efeito das maleitas socias no organismo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

point break (ou ruptura explosiva)



Sim, eu sei que há o Dirty Dancing e o Ghost e o drama fantástico da série Norte e Sul, mas revi muitas vezes este filme.
Não consigo aceitar que a morte nos ceife assim as pessoas, como se fosse uma onda gigante.

"he's not coming back"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

toni collette



Gosto (tanto) dela!
Lembra-me a minha mãe quando era mais nova, de sorriso largo e unhas impecáveis.