quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

3 semanas depois

a pele é quase translúcida e de muito perto conseguem ver-se as pequeninas veias, a penugem clara, as pestanas escassas e as unhas muito finas. O olhar ainda não tem uma cor definida e a expressão é quase só de curiosidade, de busca. O choro, quer o mais fraco, quer o mais resoluto, é angustiante, só pelo facto de ser choro. Os movimentos são incertos e inconsequentes mas a força que emerge daquela fragilidade é impressionante quando os cinco dedinhos de boneca se enrolam em volta de algo que possam apertar.
Este ano, os Reis fizeram-me um bocadinho espanhola e trouxeram-me um motivo para encontrar no cinzento e frio mês de Janeiro uma data que quero celebrar para sempre.