Quando o que interessa mesmo saber é o que teve ela de fazer para entrar no Chicago!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
um pouco sobre a maternidade
Já me perguntaram como foi, como é. Se é suportável aquele momento em que a conduzi efectivamente à vida. Se é maior a ansiedade ou a dor. Se o amor supera, como dizem, a dificuldade dos longos minutos de aflição. Se a revelação supera a expectativa. Se nos sentimos mudar. Se nos sentimos parciais e pouco objectivos na sua apreciação. Se mudamos. Se nos sentimos pessoas mais esclarecidas, se vemos mais além. Há até quem, ingenuamente, questione se vale a pena, sem saber que é mais do que isso, sem saber que é maior e mais forte que nós desde muito cedo.
Mas ser mãe é, sobretudo, difícil. É saber sacrificar, abdicar, aprender, chorar, intuir, saber até o que não se soube nunca até então. É ser sempre mais paciente, mais esforçada, mais forte, mais resistente, mais generosa.
Só o amor de uma mãe consegue superar a dificuldade que implica abdicar natural e instintivamente da nossa natureza egoísta. E isso nem um pai conseguirá alguma vez entender.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
gostava de poder dissertar sobre uma série de assuntos.
gostava de poder homenagear José Saramago e chorar aqui a sua morte, que considero de facto mais uma enorme perda no nosso panorama cultural e para o nosso horizonte crítico (muito embora ele já tenha morrido nessa batalha há muito, votando certas mesquinhices ao abandono, neste nosso país). A bem da verdade, nem sei bem que tipo de sentimento nutria pelo senhor e gostava apenas de ter acabado a Viagem do Elefante antes da sua morte (já que de outras suas obras de maior vulto desisti, receio que, irremediavelmente - também não acredito que ele apreciasse por aí além a minha obra literária...).
gostava (oh, se gostava) de dar uns palpites sobre o mundial de futebol e a verdadeira novela de fraca qualidade que se vai desenrolando em prol do mesmo, desde as vuvuzelas (sobre as quais acho que já tudo se disse), passando pelos protagonistas, que não se sabe bem quem são, sem esquecer o mais importante de tudo: o mundo paralelo criado pela comunicação social em volta deste acontecimento. É, de facto, impressionante a panóplia que se consegue explorar. A última foi a bruxa zulu que vi ontem na sic e que nos adivinhava uma vitória sobre a Coreia e a eliminação nas meias-finais... fulana sombria, mas muito optimista.
Todavia, e sem mais delongas porque o trabalho que a gente acumula em seis meses é qualquer coisa de valor, quis vir apenas deixar um marcador importante. Dois, vá.
Primeiro, divido-me tragicamente entre as sardinhadas do S. Pedro e o Dios Salve a la Reina, no próximo sábado.
Segundo, como é possível que alguém goste de uma música pertubadora de seu nome Como uma Onda, pela voz particularmente irritante do jovem dos Pólo Norte?
possivelmente algum fã do tal instrumento cónico que por cá se popularizou laranja...
isto uma pessoa tem de aturar muita merda.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
mother
Eis-me de regresso, após largo periodo de seca, com uns salpicos aqui e ali, que só fertilizaram umas ervas daninhas, mensalmente depositadas. Andei por outros terrenos, de muito maior fertilidade e grau de exigência sem fim. Muitas horas de minúcia, cuidados extremosos, dedicação ao pormenor: ver crescer com o olhar, literalmente.
Hoje, um dia depois de ela descobrir os pés (que maravilha!), saí de casa pela manhã, de lágrima no olho (mas só até ao elevador, rapidamente recomposta), e cá me encontro, pronta para tudo e a evitar fazer contagem decrescente dos minutos. Trouxe comigo as fotografias dos olhos expressivos que me prometem sorrisos para logo mais à tarde, quando a tiver outra vez no meu regaço...
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