quarta-feira, 28 de julho de 2010

que é como quem diz, ali um palacete no Príncipe Real


http://www.canalplus.fr/c-series/pid3578-c-page-teasing-maison-close.html?vid=364337

Durante um periodo que incluiu uma boa parte do meu serviço de incubação, o parto e o primeiro mês completo de maternidade, era por aqui que o meu marido andava enfiado...

terça-feira, 20 de julho de 2010

coisas da cabeça

O ritmo a que se sucede a mudança torna a experiência muito rápida, efémera, pouco útil. De quase nada nos vale e pouco nos ensina. Dela, não resulta maturidade.
Acredito mais na sabedoria ancestral, quando os tempos corriam devagar e tudo se aprendia e tudo se saboreava.
Ora pará-lo, ora fazê-lo correr, mas nunca por nunca consigo gostar do tempo que o tempo leva.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

analisador meu...

I write like
Chuck Palahniuk

I Write Like by Mémoires, Mac journal software. Analyze your writing!

Parece que o tipo é o autor de Fight Club e outras coisas tão mais controversas que não as querem adaptar ao cinema. É o mesmo que dizer que a minha especialidade é transgressional fiction, satire, horror.

Não há dúvida de que escolhi um post interessante para avaliar.

(Continuei a corrente a partir da www.ladyohmydog.blogspot.com)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

soberbo

www.pastoralportuguesa.blogspot.com

Só páro de tempos a tempos, para recuperar o fôlego, que é também quando aproveito para saborear e reflectir sobre a conjugação daquele último pedacinho de semântica. Acresce o facto de normalmente fazer coincidir, num pleno de forma e conteúdo, as minhas com as suas opiniões, desta feita, no que respeita à Espanha e ao êxtase adormecido que a sua incontestável vitória no campeonato do mundo representou. Se inicialmente julguei que o meu descontentamento se devia ao facto de não os eleger como favoritos e de terem o estatuto de arqui-inimigos, sei agora que afinal teve tudo a ver com o entorpecimento em que o seu futebol me envolveu, se se pode dizer sequer que cheguei a envolver-me pelo que quer que seja.

Encerra em si também a excepção que gosto que confirme a regra, no que respeita às convicções quase sempre ligeiramente parciais sobre o Benfica, que eu, raramente de forma objectiva, me esforço por contrariar. Nisto, e desgraçadamente só nisto, talvez lhe roce um calcanhar.

Entretanto, sabe quem me conhece, o quanto me delicio com a sua leitura.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Homenagem


Por vezes, estamos demasiado encerrados na nossa redoma... por isso, muito lamento.

primeiro dos últimos

Este fim-de-semana, num programa televisivo de qualidade duvidosa, e enquanto esperava por um cheirinho do Optimus Alive, deparei-me com a constatação de uma coisa que tenho para mim como verdade absoluta desde sempre.
Dizia alguém que, em vésperas do seu casamento, lamentava acima de tudo, algo que provavelmente nunca mais experimentaria: um primeiro beijo. Partindo do princípio que daria início a uma vida recheada de beijos monógamos, de todo o tipo, mas nunca mais com a excitação inerente à descoberta implícita num primeiro beijo, posso dizer que partilho com ela precisamente essa inevitável frustração.
Não é uma revelação do Além e provavelmente é algo que partilhamos com o resto do mundo, mas é sempre bom ouvir-se, alto e bom som, da boca de outra pessoa, para exorcisar os fantasmas que tal observação pode invocar.
A rotina não é necessariamente má, mas pode ser altamente castradora.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

misreading


Era uma vez um Rei
Com uma grande barriguinha
Comia, comia
E mais fome tinha.

Bom dia, Sr, Rei!
Como passa Vossa Alteza?!...
Se continua a comer tanto
Vai rebentar com certeza.
Isto dizia o bobo,
No meio de uma palhaçada
Mas o rei continuava
Como se não fosse nada.

Bom dia, Sr, Rei!
Viva a Vossa Majestade!
Depois de tanto comer
Como é que ainda tem vontade?
Isto dizia a Rainha
Meia triste, meia zangada,
Mas o rei continuava
Como se não fosse nada.

Bom dia, Sr, Rei!
Vossa Alteza é o maior,
Um rei deve ser grande
Se for gordo ainda é melhor.
Isto dizia o cozinheiro
Olhando o rei de alto a baixo,
O rei que coma, que coma
Quero lá perder o tacho.

Bom dia, Sr, Rei!
Faz Vossa Alteza muito bem
Os reis são feitos para comer
Para beber e dormir também.
Isto dizia o conselheiro
Esfregando as mãos de contente
O rei que coma, que coma
Enquanto eu sou o Regente.

E para final desta história
Já com tanto que contar,
Vamos dizer-lhe amiguinhos,
Como o rei se passou a chamar
Sua Alteza de tanto comer,
Já só andava à cambalhota,
O povo chamou-lhe então
O não sei quê, é o "Rei bolota".


Que dizer? Esta música, que eu não conhecia, tem sido a minha grande aliada desde que fui mãe pois ao que parece a minha filha sente um grande interesse pela história, mais do que propriamente pela melodia, e olha para mim com muita atenção, como quem se interessa deveras pelo enredo da coisa. Por diversas vezes a distraiu da birra e outras tantas a ajudou a comer mais duas ou três colheradas.

Tudo isto deve ser muito vulgar dentro deste contexto, mas a parte mesmo engraçada, é a forma como nos dedicamos à interpretação de algo que deveria ser totalmente objectivo mas acaba por não ser, e até não interessa nada!

Senão vejamos. Aquela parte onde se canta Com uma grande barriguinha, eu, algo disléxica e meio surda, entendia e cantava Comandante barriguinha (vá-se a entender a lógica), assim como substituia o Bobo pelo Povo (o que também não faz muito sentido, embora os súbditos possam cair na tentação de zombar do seu Rei, principalmente se for um gordalhufo comilão). Curiosamente, a parte que me inspirava dúvidas e que não parece mesmo fazer bater a bota com a perdigota, é a O não sei quê, é o Rei bolota. O não sei quê? Que falta de chá! Mas parece que esta eu entendi bem.

Por estas e por outras é que as canções para crianças são o que de mais parecido há com aquele jogo do telefone ou da mensagem, em que a palavra dita no início acabava noutra coisa completamente diferente depois da corrente de sussurros. Cada cabeça sua sentença. Daí aquela do 'assentada' à chaminé que se popularizou na cantiga do Atirei o Pau ao Gato e perpetua o recorrente erro do prefixo antes do verbo.

Enfim, todos contribuimos para esta causa. Eu já inventei a minha versão. E a Teresa gosta.