sexta-feira, 20 de agosto de 2010

até já...


procura-se:

Se alguém conhece a Tânia Shoei, por favor transmita-lhe que a Koala procura por ela.
Era mesmo giro, giro, giro se isto resultasse!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

afinal, há bons conselhos à borla


um aviso à navegação:

Eu tenho moderação de comentários, ok?
Significa isto que sou muito democrata até àquele limite em que a crítica deixa de ser construtiva para se resumir apenas a reacções de gente muitíssimo ofendida na sua susceptibilidade que, não me conhecendo, se acha no direito de me chamar preconceituosa e depreende coisas a respeito dos concertos a que assisto.

Por isso, cara Ana, continua a escrever cartas mas se queres tempo de antena para te insurgires contra as minhas meras opiniões - que sinceramente não te deveriam atingir assim tanto - sugiro-te que o faças no teu próprio blogue.

Muitas felicidades e... (imagino-te na primeira fila) bom concerto!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

o fenómeno Michael Bublé

São aqueles com quem, se formos excessivamente zelosas, consideramos trair moralmente os nossos homens. São os que nos roubam a atenção, ainda que seja no imaginário da construção virtual de um homem que não existe em carne e osso; os que, enfim, seriam o sacrossanto, o nosso ai jesus.
Parto do princípio que toda a gente encontra discrepâncias mais ou menos significativas entre o que tem como ideal de homem e aquele que efectivamente lhe calha em sorte ou, vá lá, para ser mais romântica, aquele por quem o seu coração clama. Bonito.
Assim, o meu homem ideal teria de ter determinadas características - físicas, psicológicas e... físicas - muito bem esgalhadas.
Por exemplo:
- Moreno. Sempre que possível.
- Mais forte que eu (neste capítulo não abdico da condição feminina - se quero construir o meu homem ideal então caramba, terá de conseguir pegar em mim ao colo e enrolar-me em abraços fortes, de cortar o fôlego).
- Com sentido de humor - nada de sisudez (basto eu).
- Inteligente - espero não ter de justificar esta exigência relativamente a algo que é entendido como um protótipo do ideal.
- Romântico q. b. - e q. b. é mesmo q. b.! Há merdas consideradas romantismo que a mim só me soam a pimbalheira.
- Um nadinha ciumento, cioso, vá. Melhor ainda, que seja ciumento quando queremos aquela preciosa bajulação e despegado quando dispensamos cenas desnecessárias.
- Ligeiramente imprevisível - de preferência no bom sentido - e um bocadinho rebelde: comida picante estraga o sabor mas insossa fica sempre um pouco aquém.
- Admito, sou exigente com o olhar, o sorriso, a expressividade. E adoro mãos bonitas mas másculas.
Fazendo a retrospectiva, creio estar muito bem servida com a cara-metade. Balanço muito positivo.

Dito isto, posso acrescentar que serei provavelmente a única mulher portuguesa que não vai assistir ao concerto do Michael Bublé e não tem pena nenhuma.
Embora acredite que o jovem faria, enquanto genro, as delícias de qualquer sogra, a sua voz delicada e os seus trejeitos calmos não me encantam, nem mais nem menos do que a sua música perfeitinha.
Não me parece que alguma vez tenha usado uns jeans com um rasgão num joelho e isso, exclui-o automaticamente da minha lista de rebeldia-mínima-exigida-num-gajo-que-é-gajo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

entrada loira de Jorge Jesus

Voltou o futebol que alimenta as nossas vidas.
Algumas coisas a dizer sobre isto.
Parabéns à Académica, pela 'capacidade de sofrimento' - pode não ser a virtude dos campeões mas revelou-se bastante eficaz.
Homens do jogo:
Roberto: à falta de jeito, junta-se uma enorme falta de sorte. Não há, no momento, atleta mais infeliz (leia-se pateta) aos olhos do nosso Portugal.
Ao Laionel, duas coisinhas: nunca mais na vida fazes outra igual, em contrapartida podias adoptar um nome artístico, tipo António ou Carlitos...

Há também o Porto e o Sporting mas.. e então?

efemérides

A Madonna nasceu há 52 anos.
O Elvis Presley morreu há 33.
As coincidências terminam aqui.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Miguel Torga - 103 anos

"Nunca houve em toda a montanha pastor como o Gabriel.
- Merecias outras ovelhas, homem! disse-lhe um dia o Prior, desanimado da anarquia dos seus paroquianos, quando viu o rebanho do rapaz atravessar a estrema dum centeio sem tirar uma dentada.
- Deus me livre! Já me vejo maluco com estas...
Mentira. O padre tinha razão. Era uma pena ver tanta autoridade, tanta vocação, tanto jeito natural, ao serviço de animais. Nem se pode fazer ideia! O carneiro mais teimoso, mais lorpa, mais churro, chegava às mãos do Gabriel e mudava de condição. Só não ficava a falar.
- Que fazes tu ao gado, criatura? Parece que o enfeitiças!
- Nada. Dou-lhe monte, como a outra gente. Sorria. E lá continuava a educar os malatos com gestos e palavras que ninguém sabia fazer nem dizer. Nunca batia numa rés. O castigo era um simples olhar reprovativo, um assobio impaciente, uma interjeição mal humorada. Mas bastava. Ao fim de algum tempo, cada cabeça como que porfiava em não desagradar ao dono, em viver sintonizada com aquele governo sem cajado. E dava gosto ver a disciplina com que o rebanho deixava o redil e atravessava o povo. (...)
(...) Mas esta comunhão instintiva com a natureza dos bichos não tentava o Gabriel alargá-la à natureza dos homens. Desses arredava-se discretamente, sem querer passar, nas relações com eles, do plano amorfo da neutralidade."

O Pastor Gabriel in Novos Contos da Montanha, Miguel Torga

Miguel Torga nasceu a 12 de Agosto de 1907.
Quando morreu, eu tinha já seis anos.
A 'companhia' dos Bichos e dos Novos Contos da Montanha ao longo da minha vida escolar foi um dos muitos factores que me fez tirar tanto prazer da leitura desde que me lembro.
A maior riqueza deste país é a sua impagável biblioteca.

acto não é ato

Constato com tristeza que o novo acordo ortográfico já minou quase tudo à minha volta. Vou continuar a escrever como gosto, como aprendi na escola.
Sou um pouco avessa à mudança, principalmente quando não lhe reconheço mais valias.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

The Wizard of Oz

71 anos?
Impossível!

p.s. adoro as homenagens do google.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

sobre a Teresa

Não falo aqui muito na minha petinga porque não me apetece, não quero, não tenho necessidade de a explorar como acontece em relação a outras pessoas e coisas e assuntos. Não é um espaço que me apeteça dedicar a ela, quase em exclusivo, como há quem faça.
Nada contra. Acho até uma certa piada quando tropeço em blogs onde se relatam, exaustiva e diariamente, as rotinas dos bebés. Não sou muito diferente delas, mães. Sinto os mesmos deslumbramentos, as mesmas canseiras, os mesmos medos, os mesmos inconstantes sentimentos de auto-avaliação sobre a minha capacidade de estabelecer hábitos e impor limites, penso antecipadamente se saberei incutir-lhe os valores mais nobres e educar uma criança saudável e equilibrada. Acho-lhe piada aos palreios, às mãozinhas gordas, aos pezinhos que não param, ao milagre do nascer dos dentes afiadinhos e também me exasperam as noites mal dormidas, a irregularidade das refeições bem sucedidas e a inesgotável fonte de despesas das fraldas, dos leites, das papas e dos cremes mal cheirosos da La Roche Posay para peles atópicas.
Vou falar hoje, para dizer que está grande, está linda e saudável, muito embora me acorde durante a noite e nem sempre coma como eu gostaria, e às vezes espirre, e tenha cocós que pecam ou por defeito ou por excesso, ou por qualquer uma dessas coisitas que nos arrelia ou aflige e, na realidade, nada têm de mal.
Venho aqui escrever hoje, para agradecer ao santo padroeiro dos bloggers com filhotes, pela bênção que me foi concedida, ainda que quase nunca faça referência às minhas peripécias de grávida ou de puérpera ou de mãe-oficial. Por um bocadinho, ponho de lado as folhas de horas, as subempreitadas, os autos e as facturas, os telefonemas, os faxes e os e-mails, bem como a resmunguice que tantas vezes lhes é inerente, e vou esquecer-me até que não sei do paradeiro do meu vencimento deste mês e estou a pensar em reservar um tempo de antena antes do Telejornal, como a Polícia Judiciária fazia antigamente para encontrar pessoas com fotos medonhas, com a finalidade de descobrir alguma coisa a este respeito, deixo, como dizia, tudo isso de parte, só para fazer aqui uma breve homenagem à minha bebé porque acredito que, para além do que é óbvio, consegue ainda fazer de mim, todos os dias, uma pessoa melhor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

nós, mortais

Podia fazer-se um grafismo qualquer com as caras do cancro. Não as suas facetas, mas as suas caras, efectivamente. As caras que o personificam.
Acabei por considerar que seria uma tarefa interminável, tantos são os casos, só entre aqueles que publicamente reconhecemos. É assustadora a perspectiva global que isso nos dá: ninguém está imune e fica a sensação que não há hábitos saudáveis ou coisa que o valha que nos livre desta coisa maldita.
Fica o último rosto, de entre mais um que reconhecemos, e numa frenética e imparável sucessão.
Que, em homenagem a esta e a todas as outras faces, reconhecidas e anónimas, se descubra uma cura para isto. Para ontem.