quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

queria desejar um bom ano...

... às pessoas que nos proporcionam silêncios confortáveis;
... àqueles de quem não sabemos há séculos e nos fazem felizes quando dão notícias;
... às pessoas que, no comércio & serviços, nos são prestáveis, gostem ou não do emprego que têm;
... aos bons condutores;
... ao Dexter;
... aos estranhos com quem empatizamos sem saber bem porquê...;
... ao Tim Booth, por não ter parado;
... aos voluntários de boas causas;
... a quem já foi muito importante para nós;
... a quem está longe e gostávamos muito, muito de abraçar e olhar demoradamente depois de tanto tempo;
... a quem falou horas ao telefone connosco apenas por gostar de nos ouvir ou porque precisámos;
... à lagarta Flora, que come maçãs a toda a hora, e faz muita companhia à minha filha;
... aos mais velhos, que algures no nosso percurso, nos ensinaram qualquer coisa;
... ao Benfica, por ter sido este ano, caraças!;
... ao pai, à mãe, à mana;
... a nós;
... a vós.

... 5, 4, 3, 2, 1!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ou achar que se é sonhador...

Nunca nada do que acontece é tão bom ou tão mau como eu pensei que fosse.
Vivo de expectativas.
Excelentes e terríveis expectativas.
Alguém deve saber como é...

para o ano há mais (porque é bom sinal)

O meu Natal foi tremendo. Tremendo de bacalhau, de perú, de cabrito, de lombo recheado, de acompanhamentos deliciosos, de roupa-velha e outras variantes salgadas; foi tremendo de doces: rabanadas, filhós, sonhos, bolo-rei, tortas e tartes, miniaturas, arroz doce e aletria; tremendo de queijos e presunto com brôa, pão saloio e regueifa. Foi um Natal tremendo de comida e bebida, tremendo até ao desperdício, curiosamente em ano de aguda crise económica (ninguém me tira da ideia que as pessoas tentam aniquilar o fantasma da crise com um consumismo bruto), que me conduziu não poucas vezes a pensamentos de grande frustração e empatia pelos que teriam, àquela hora, um Natal tremendo de frio, fome e solidão.
Tive um Natal tremendo de criançada, gargalhadas, entusiasmo, calor, luzes e boas cores, que foi também um Natal tremendo de correrias, azáfama, barulheira, birras, choros, discussões e egoísmo.
Foi o primeiro Natal da minha filha. Foi o meu primeiro Natal com a minha filha e não perdi a cabeça, nem as estribeiras por isso. Ela, que nem sabe o que foi tudo aquilo, que rodopiou de colo em colo e não descansou o que devia, mostrando-se, como eu, muitas vezes exausta e nos limites da paciência. Ofereci-lhe um livro, que custou pouco mais que dez euros. Apenas isso, que espero seja algo de que ela goste sempre, os livros.
Tive um longo fim-de-semana de Natal. Foi um bom Natal. E como sempre acontece depois de passar algum tempo com a família toda reunida, suspirei de alívio ao regressar a casa.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

bom natal e muita saudinha

Desde que saí ontem do dentista, com a bochecha direita adormecida e inútil, que questiono quanto tempo irei suportar esta coisa horrorosa que deverei assimilar como parte integrante da minha boca durante alguns meses. E não obstante o facto de achar que sim, que vai valer a pena e que vou implantar um dente lindinho a substituir o meu exemplar que estava irremediavelmente comprometido, custa-me a crer que este bocado de plástico colado ao céu da boca através de um suspeito processo de vácuo, vá alguma vez, durante estes meses que me esperam, deixar de ser, obstinadamente, rejeitado pelo meu corpo. 
Entretanto o meu cérebro anda para aqui às voltas com coisas muito mais importantes, nomeadamente as palavras 'filha', 'internada', 'febre', 'raio-x', 'análises', 'ventosas', que estou ainda a tentar conjugar numa frase com sentido que não me faça o coração em fanicos, enquanto espero um ok para deixar o trabalho, onde não estou claramente concentrada em coisíssima alguma, para poder correr para lá, onde, mesmo sem poder fazer nada, quero estar presente.
Não há prótese para substituir o coração de uma mãe.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

a quem ocorra transmitir-me hoje mais alguma vibração negativa...

... please, think again.

p.s. Sinto o cheiro da mudança. Não sei se é bom porque é parecido com o das castanhas cozidas: a erva-doce é agradável ao olfacto mas não me satisfaz o palato.

numa 'espécie' de inglês...



... o que a Mónica me deu hoje e que eu estava mesmo a precisar.
mas, espera aí! "or site on the corner? WTF!?"