quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

billboard chart #2

Após uma tarde de novas experiências, relacionadas com uma área que sempre quis experimentar (tossidelas irónicas), sinto-me uma verdadeira TOC. E sim, chego à conclusão que a vida pode sempre ser um bocadinho pior do que já é. O positivo é que quando passamos por estas coisas, tudo aquilo de que nos queixamos habitualmente passa a soar muito melhor.
Enriquecida a minha capacidade de escrutinar facturação, ainda tenho um tempo para aqui despejar meia dúzia de anos.
1987 - With or Without You - U2
1988 - Bad Medicine - Bon Jovi
1989 - Patience - Gn'R ex-aequo Smooth Criminal - Michael Jackson (e assim se abre o precedente para a não-exclusividade, com pena minha)
1990 - Enjoy The Silence - Depeche Mode
1991 - Wicked Game - Chris Isaak (primeira vez na vida que tive pena de não ser homem, nem gay e que tive consciência que era apenas invejosa)
1992 - November Rain - Gn'R ex-aequo Bohemian Rapsody - Queen ex-aequo(!) One - U2 (lamento, sou fraca e não aguento a pressão)

o SOL anda a deixar-me melodiosa


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

E acho sempre que me ficam a faltar milhares.
O facebook tem estas coisas boas. Acho que vou fazer up-dates todos os dias.

como o dia começa

O tempo que vai desde o sorriso de bom dia até à despedida é muito curto. Em dias como hoje, sobretudo, a minha vontade era levá-la para um sítio bonito e brincar o dia todo, sob a bênção deste sol radioso.
Mas tenho de resignar-me a deixá-la e a vir encerrar-me entre quatro paredes.
Serve-me de consolo saber que a deixo no meio deste maravilhoso pulmão urbano.


 A luz está fraca e as fotos foram tiradas à pressa, em movimento, a conduzir. Um dia invisto mais tempo a captar a beleza deste local. É bom que existam estes espaços. É bom que ela tenha o privilégio de usufruir desta redoma de qualidade ambiental.
Estou desejosa que o sol se torne mais caloroso para que ela possa disfrutar do que a espera na Quinta.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

peneirar o billboard chart #1

Traduz-se na actividade que consiste (à falta de trabalho e/ou vontade de realizar tarefas administrativas aborrecidas) em percorrer o histórico dos tops 100 de sempre, pela orientação do conceituado billboard, e tentar extrair-lhe a nata da nata, desde o grandioso e longínquo ano que me viu nascer até ao presente.
Duas ressalvas: a minha selecção é baseada no top do billboard para cada ano, portanto limitei-me a escolher desse top, com riscos assumidos de deixar escapar alguma das pérolas que possam ter marcado a minha vida e não constem do dito, e, claro, sendo uma selecção minha não visará talvez o consensualmente melhor, mas antes o individualmente mais marcante.
And the winner is:
1979 - I Will Survive - Gloria Gaynor (não deixa de ser uma grande música apenas porque a passámos (passamos) até à exaustão e nas mais diversas versões, em quase tudo o que é disconite. Atentem à sua época.)
1980 - Another Brick In The Wall  - Pink Floyd (preciso mesmo de justificar esta escolha?)
1981 - The Winner Takes It All - ABBA (que mulherada poderosa! Desconfio que me embeiçava por elas e pelos seus glosses, se não tivesse um ano de vida na época e uma vagina.)
1982 - Don't Stop Believin' - Journey (começa a desgraça das bandas que potenciam os grandes karaokes do século XXI. Adoro.)
1983 - Human Nature - Michael Jackson.
1984 - Thriller - (guess?) Michael Jackson (repetir o M.J. quando há tão bons a ficar para trás? Pois, as escolhas tenderam a ser difíceis mas esta repetição era inevitável.)
1985 - Summer of '69 - Bryan Adams (se eu não escolhesse esta, teria de negar toda a minha adolescente existência.)
1986 - Nikita - Elton John (quem era a miúda de escola que não queria ter a pele da Nikita, e os olhos da Nikita e o chapéu da Nikita? E dar um tiro ao senhor que tratava mal a Nikita...?)
Como se vê, há muito aqui que não tem a ver com a qualidade da escolha. Há aqui muito de mim, pequenita, pequenita.
Qualquer dia vem o resto. Agora tenho mais que fazer.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

La Vita è Bella - bandas sonoras #4



Dispensa comentários.

patrício

Queria escrever qualquer coisa sobre o Sporting-Benfica de ontem, mas pensava para mim que não valeria o esforço. O benfica saíu vitorioso, ok, urras e vivas com fartura, mas não foi lá uma grande partida. Cartões, expulsão, futebolinho muito fraquinho do Sporting porque é evidente: eles não sabem fazer melhor e quem não quer ver é cego, uma gestão de esforço da parte do Benfica (devido a meio tempo com o onze transformado em dez e porque dois jogos por semana nas perninhas é coisa que o futebolista português tem dificuldade em digerir) e assim decorreu, morno, com mérito mas também com alguma borrifadela de divino nos ressaltos que deram origem aos golos. Enfim, dá ideia de que o que apetece dizer é que podia ter sido melhor e para mais, num jogo em que já existiam doze pontos de diferença entre as equipas e uma delas está animicamente mais fraca que um desempregado de longa data, adivinha-se que, seja qual for o desfecho, a montanha vai sempre parir um rato.
Mas quando eu pensava que nada de nada que se relacione com o Sporting-Benfica de ontem teria grande interesse, descubro esta espécie de milagre gráfico.

as minorias

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

mais do costume

Hoje sonhei muito. Sonhei com uma pessoa que não conheço. Um estranho.
E ali estava, familiar e naturalmente, a invadir território que não lhe pertence, com ousadia, sem receios, como se outra coisa não fosse de esperar.
O estranho ria-se para mim de forma franca, enquanto abanava a cabeça como quem me toma por frágil, como se eu fosse uma criança de colo que ele quer e sabe que pode proteger. Sinto-me vulnerável como se aquele sorriso mostrasse que eu sou transparente. O estranho consegue ver-me como se eu fosse revestida por uma carcaça de cristal, que deixa perceber o bater mais forte do coração, o sangue a correr mais depressa e todas as alterações que se processam no meu interior. Tento calar o pensamento mas as palavras aparecem escritas no ar e nada do que penso ou sinto permanece mistério. E há qualquer coisa de condescendência na sua postura, como quem mostra que pode optar por uma de duas coisas, das quais depende toda a minha vida. Deixa-me quebrada, impotente.
Enquanto acordo devagar, percebendo que estou a passar desse estado de respiração suspensa para o despertar da consciência, tenho tempo para perceber que ele tem uma terceira opção, a de não escolher. E ainda vislumbro, antes de abrir os olhos, aquele sorriso complacente, que me dá a certeza de ter paredes transparentes e de estar a ser constantemente observada.

Uma noite mais ou menos igual às outras, portanto.

...

Já passaram dez dias. Morreu a mãe de uma amiga, do nada, num segundo, sem um ai.

Obriguei-me mais uma vez a aceitar que, quando estas coisas acontecem, temos de conciliar o luto com as inevitáveis burocracias e formalidades. Aflige-me que haja tanto em que pensar quando o corpo só consegue sentir desalmadamente. Ponderei mais uma vez sobre a morte. A morte acontece sempre, mais cedo ou mais tarde. Ou deixamos alguém a sofrer por nós ou teremos de aceitar sofrer por alguém que parte. Cheguei mais uma vez à conclusão de que mais vale não pensar muito.

De uma forma obstinada, sempre me agradou a 'lógica' da longevidade ser o pretexto ideal para a morte. Lembro-me de, em pequena, temer que me faltasse a minha mãe, por alturas em que comecei a perceber que as pessoas mais velhas iam desaparecendo para sempre. Era um medo horrível. Mas fui crescendo com a ideia de que, por muito que a minha vontade seja a de perpetuar até aos limites do possível a vida dos meus pais, será sempre melhor que não sejam eles a ter de suportar a dor de me perder a mim.

E agora que fui mãe renova-se com muito mais significado esta filosofia. Nenhuma mãe do mundo devia passar pela dor que (imagino) seja a de perder um filho.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

em calha


Já a seguir.
E vem da minha Caleidoscópio.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

lágrimas de leão

scp vs naval 4/02/2011

Para mim, o futebol não tem a ver com lógica e raciocínio. Nem tem a ver com matemáticas. E se é certo que nos vemos obrigados a exigir vitórias para somar pontos e atingir um auge, temos de admitir que isso só acontece em função do momento emocional que esse auge implica. Normalmente o auge dá-se nas conquistas, e em última análise, é disso que a competição depende. Mas, uma vez por outra, o futebol ganha outras dimensões, que nada têm a ver com resultados, e são repletos de emoção.
Infelizmente, o sporting não encheu a casa na sexta-feira passada, para que uma lotação esgotada pudesse ter assistido ao que dificilmente alguma outra equipa alcançará este ano.
O meu coração eternamente rival emocionou-se com tamanho arrebatamento.
Depois de mais noventa minutos de inglória descoordenação e por ocasião de um acontecimento que à luz da racionalidade é mais uma bronca considerável para o clube, a única explicação para tantos adeptos voltarem para casa com os corações quentinhos é mesmo a prova irrefutável de que não é dos golos e das fintas que vive o futebol, mas antes do amor irracional, louco e descontrolado que ele desperta nas pessoas.

sábado houve disto


...aqui:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

esperar, esperar, esperar para ver

Quem havia de dizer que o cabrão do César Peixoto ia jogar à farta contra o Porto?
É oficial, não tomo mais nada como certo nesta vida.

(qualquer dia até o Luís Filipe se lembra de uma coisa destas!)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

'closer' bandas sonoras #3




Esta é a de sempre.
Mais concretamente, dos últimos dias.
Muito particularmente, de hoje...

p.s. tive um namorado que me lembra bastante o Jude Law e até nem acho que foi o mais giro de todos, o que faz de mim uma mulherzinha com alguma sorte (ou com problemas de visão, o que é muito mais provável visto sofrer de astigmatismo e usar óculos para ler, ver televisão e me debruçar aqui ao blogue).

sr. antónio

Hoje sonhei com a mercearia onde ia com a minha mãe. Fui atendida pela Piedade e comprei dvd's que estavam em promoção (lá não se vendem dvd's) e ofereciam o terceiro na compra de dois. Depois fui devolvê-los. Ainda não era aquela prenda. Era para ser um jogo para a Playstation (o que me deu para comprar dvd's?). Está a esgotar-se o tempo. Corro para o carro e vou ver o saldo bancário, com preocupação (a primeira coisa efectivamente lógica na presente conjuntura). Tenho 32 euros. O que se faz com isso? Tenho uma prenda para comprar e, como de costume, tem de ser perfeita, adequada mas, como de costume, só consigo pensar em quantidade para compensar a qualidade.
Costumo sonhar muito. Normalmente com obrigações, chatices, contrariedades, coisas que me perturbam, que não me dão prazer. Preocupa-me que esta prenda represente tudo isso.

dias

Era preciso que tivessem paciência para mim.
Era preciso que me deixassem sentir necessidades.
Era preciso que me levassem a beber um café, a caminhar à noite, com pés frios e muita roupa.
Era preciso que terminássemos num lugar quente, com caras estranhas e música alta, com suor de corpos e casas de banho à pinha.
Era preciso eu esquecer-me de que sou precisa.
Era preciso alguém querer sentir-se assim comigo.
Era preciso não me sentir tão deseperadamente à parte.
Era preciso tudo isto para me convencer que não estou completamente sozinha.

25 aninhos

Já não é Vitinho.
Agora já se chama Vitor. Com sorte, acabou o ensino superior e já é Dr. Vitor.
Faz de conta que ainda não passaram 25 anos, Vitinho...