quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
areia nos olhos
Até consigo perceber que o Jorge Jesus não se compadeça com o argumento do amor à camisola num momento precioso em que é necessário poder contar com a mais valia de um pilar na defesa, que ajude a garantir a passagem numa fase eliminatória de uma competição europeia. Consigo, neste momento, 'engolir' o Luisão com dificuldade - mais ou menos a mesma que teria em engoli-lo literalmente, se equipararmos o tamanho dele com o da inconveniência das suas declarações.
O que não me entra na cabeça é como é que, invariavelmente, se começa mais uma época com contratações duvidosas, fugas de informação que já se tornam patéticas, redutos desfalcados, lesões comprometedoras e uma falta de vontade e energia que se topam a milhas.
O Benfica não precisa de ninguém de fora para dar cabo dos seus objectivos e, em última análise, da sua mística. A estrutura interna do clube, dentro dos limites da sua (in)competência, encarrega-se disso.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Houve uma altura em que me julgava capaz de escrever tudo e de todas as formas. Evidentemente que sempre tive o meu estilo, que se caracteriza, na medida das minhas limitações, pelo perfeccionismo ortográfico, e que esse estilo sempre incluiu as respectivas fraquezas, como não saber responder na ponta da língua como se conjuga determinado verbo num tempo verbal com nome pomposo. De facto, coisa que nunca tive foi mesmo o domínio sobre os sintagmas. Sempre preferi saber conjugar as coisas, mesmo que não soubesse o seu nome, embora isto se tornasse complicado quando, num exame, me pedissem para identificar ou construir algo a partir do nome que lhe davam. As minhas boas notas sempre se deveram muito mais ao pedacinho dedicado à composição livre, o que sempre me permitiu respirar de alívio e constituiu a ponte para os meus modestos sucessos. Dentro deste que sempre identifiquei como sendo o meu estilo, julguei sempre existir uma margem de manobra grande, adaptável, conciliável com outros estilos, outras exigências linguísticas, outras necessidades e solicitações. Isso fez-me crer nalgumas escolhas como sendo óbvias e acertadas, que, sei hoje, não o são garantidamente.
Escrevi sentimentos durante muito tempo, embora saiba desde cedo que só o devemos fazer entre iguais. Quem não escreve sentimentos também não os pode compreender escritos e normalmente não tem maturidade sensível para os merecer. E escrever sentimentos não é escrever cartas de amor. Essa é outra coisa que inspira enganos. Gosto de pensar que escrevo sempre sobre sentimentos porque não existo exclusivamente racional mas antes empírica, e não sei passar a minha vivência por um filtro. Certo dia, numa breve entrevista para um possível emprego numa redacção, foi-me apresentado um teste para analisar a minha capacidade de síntese e, espero eu, avaliar a qualidade do que era escrito. Um pouco nervosa, por ter pela primeira vez à minha frente a terrível folha em branco, demorei a arrancar para conseguir passados minutos qualquer coisa meio oca. Acredito hoje que, não pela falta qualidade mas antes porque foi uma entrevista concedida por favor e quando não estavam a contratar ninguém, a ausência de feed-back não tenha sido uma rejeição e até me apraz pensar que foi bom não ter conseguido alcançar qualquer tipo de objectivo proposto através de um teste de escrita depurada.
Tenho presente a teoria da pirâmide invertida bem como os critérios exigidos para que um acontecimento seja notícia, a importância da ética e da deontologia, as noções de direito aplicadas à informação, mas de mim só brota a escrita dos sentimentos e sei por isso que o jornalismo me defrauda. E de que interessa isso se, na prática, nada do que se pratica no jornalismo actual tem presentes estes conceitos teóricos?
Vou continuar a escrever neste estilo afinal de contas pouco moldável, ainda que isso não me leve a lado algum.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
das coisas que eu sei da vida
Um homem que conheço dizia-me há tempos que nós, mulheres, somos umas cabras da pior espécie. Tenho para mim que é capaz de ser dos homens que conheço que pior encara a vida sem mulheres, uma ou várias, e mesmo estando por dentro do contexto, sei que este homem vive numa guerra permanente e mais ou menos saudável entre estas duas certezas: a da natureza cruel e manipuladora que faz parte da condição feminina e a da sua resignação face ao deslumbramento que essa mesma condição lhe impõe. Provoca-me nervoso miudinho esta coisa da distinção entre homens e mulheres porque atribuir a causa das coisas a um género, indistintamente, como sendo uma inevitabilidade, é um pouco comparável a dizer que já temos um destino traçado, outra das coisas que me causam espécie pois serve mais de pretexto para desculpar a nossa inércia, do que para justificar as nossas escolhas. E se bem que reconheço tendências comportamentais que se vão valendo de maus hábitos ou tradições bacocas para perpetuar os comportamentos mais masculinos ou mais femininos, não lhes atribuo carácter vinculativo. As mulheres são tão misteriosas como os homens, que é o mesmo que dizer que há alguns que vale a pena descobrir e outros nada têm a oferecer. Ambos se desiludem mutuamente, por motivos semelhantes. Ambos sabem amar infinitamente bem ou são um igual fracasso. Ambos sabem jogar baixo ou manter o nível. Ambos se atacam mesquinhamente quando se lhes esgotam os argumentos. No amor e no sexo vão de doutores a palhaços num instante. Claro que também me apetece dizer que são todos iguais e, sim, a sua líbido funciona de outra forma - isto é ciência, não é superstição - mas também não aguento um ambiente infestado de mulherio por muito tempo. Há alturas em que a todos nos convém dizer que não acreditamos em bruxas mas que as há, há. Mas lá bem no fundo, essa coisa de se dizer a alguém que faz parte de um grupo que é um complot maquiavélico à parte, que não se entende e que se desdenha, não é mais do que uma tentativa vã de incitar a provocação, quando o que se quer na verdade é um convite para poder entrar nessa elite de que não se é pertença.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
intervenção técnica... às minhas dioptrias
O gajo (da optimus) era bem giro, salvo seja!
(posso dizer que aprendi hoje uma boa lição: não desdenhar ou fazer troça do uso de expressões populares que nos podem vir a ser muito úteis em ocasiões como esta. Vai buscar!)
coisas com piada
Receber uma chamada no escritório: sou técnico da optimus e estou a deslocar-me para as vossas instalações para uma intervenção... pode explicar-me onde ficam...? Ora, Terrugem.. Parque Industrial de Ar.., salvo seja. Onde fica isto?
Está tudo certinho, rapaz. E o nome é esse. Sem o salvo seja.
message in a botle
Relativizadas as circunstâncias e apurado o resultado da diferença entre prós e contras, sou uma pessoa feliz. Pronto, não ando para aí sorridente, sempre de tacha arreganhada, que esse não é o meu feitio, mas ando satisfeita com a vida. Estou resignada com as inevitabilidades e a tentar pôr em prática aquele que é o conselho mais consensual da parte de quem percebe da arte da felicidade: viver um dia de cada vez e tentar absorver as coisas boas até ao tutano.
Então pergunto, se tenho planos, projectos, se até estou a tentar engrenar um processo de mudança positiva, a juntar pedacinhos de coragem que me farão sair deste agrilhoamento profissional any time soon - I hope! -, e se estou a curtir tanto as minhas pessoas e as minhas emoções, porque raio têm certas pessoas de cortar esta boa onda, insistindo que este é o timing perfeito para ter mais bebés?
Cut it out, porra!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
rating
Não andava nada preocupada com a minha desinspiração, até porque de bom grado aceito perder toda e qualquer vontade de escrever se isso significar uma reconciliação interior que raramente alcanço, porque é sabido que isto da inclinação para a arte da pena resulta, normalmente, de uma de duas coisas: uma predisposição natural para um permanente questionar de tudo (principalmente o que não podemos ter ou mudar) ou uma capacidade intelectual fora de série. No caso de alguns, é o acumular de ambas as circunstâncias mas eu não quero sair da minha liga.
Por isso, numa altura em que até o sexo tem sido irrepreensível em quantidade e qualidade, coisa nem sempre fácil entre gente casada, fico fodida quando aparecem meia dúzia de gajos, provavelmente gente muito ressabiada ainda por cima, a deitar abaixo o meu país, a minha cidade e o meu banco. Porque uma coisa é os factos dizerem que estamos efectivamente na merda, outra coisa é um grupo de cafeínólicos que têm crises de meia idade aos vinte e sete anos, teorizarem sobre a merda que é um país que provavelmente não sabem apontar no mapa.
Tinha de dizer qualquer coisa sobre isto e como o meu poder de síntese não é grande coisa, fique registado que está sublinhada a parte fulcral da mensagem.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Yoav - Beautiful Lie
Babe.
My babe.
You got a secret - it's starting to show.
My babe.
Sweet babe.
How long can you keep it?
How far would you go?
You tell a beautiful lie.
You tell a beautiful lie.
And it's going to, it's going to drive you crazy.
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