É oficial. Foi publicada em Diário da República a decisão já tomada pelo ministério de atribuir um prémio de 500 euros ao melhor aluno do ensino secundário, quer na vertente científico-humanística, quer na profissional ou tecnológica.
Sou a única pessoa a achar esta ideia repugnante?
De tão estúpida chega a ser imoral e, francamente, quando já pensava que nada me surpreendia nesta política de educação, tenho de me baixar para apanhar o queixo do chão...
Mesmo que rebusque lá bem no fundo, não me surge nada de positivo que possa dizer sobre isto. No meu tempo já achava estranho que alguns colegas fossem exageradamente recompensados pelos pais quando passavam de ano (às vezes à rasca!), e pensava que os meus eram uma espécie de progenitores em via de extinção por considerarem que as suas filhas não faziam mais do que construir algo de bom para si próprias ao passar de ano com boas notas. O meu sucesso escolar deixava-os orgulhosos, mas não implicava uma obrigação moral de atacar o orçamento familiar. E ainda bem que assim foi!
Antigamente, os miúdos pediam, receosos de um não, a satisfação de caprichos menores. Hoje, são os pais que impingem brinquedos e merdinhas para conseguirem dez minutos de sossego.
Agora, até a idiota da ministra passa cheques, com carimbo de atestado de estupidez, para os mais inteligentes (também deve vigorar na Carolina Michaelis)! E fá-lo com aquela expressão que mais parece dizer: "vamos lá a aumentar a média para acompanhar a europa! No fim do ano, podes queimar esta guita toda em toques polifónicos!"
Se tivesse jeito, fazia aqui uma caricatura, que é o que este post precisa!
Palavra de honra..