terça-feira, 7 de outubro de 2008

tecnologias de utilidade doméstica

Meninos robots
Foto@EPA/Dai Kurokawa
"A tecnologia japonesa apresenta a sua última invenção: os meninos robots, ou melhor, o «Rapaz Murata» e a sua prima a «Menina Murata». Com apenas 5kg e 50 cm de altura estes robots conseguem mover-se sozinhos com ajuda de sensores. Mas também podem ser comandados por humanos através de «blootooh»."

"blootooh"?
será Bluetooth?
...

ainda a propósito de futebol

saber ganhar é fácil. todos têm um bom discurso na vitória.
saber perder é mais complicado.
estou em pulgas para assistir às desculpas de mau perdedor de Jesualdo.
cheira-me que não vou precisar esperar muito.
este Porto que ainda lidera, tem queda anunciada.

campanha

palavra de honra que Barack Obama, no seu estilo de afro-american de etiqueta e cara lavada nunca me emocionou com os seus dicursos eloquentes e a proclamada sensibilidade para os problemas dos norte-americanos (sou invariavelmente céptica em relação a toda e qualquer figura política), mas a Sra. Palin deixa-me os nervos em franja. acho-lhe até ar de psicopata disfarçada.
saber da minha economia dependente deste país de miseráveis é frustrante.
espreitar a lixeira

liderança adiada

na ressaca de um empate com sabor a derrota, sentimentos de frustração à parte e profunda agonia dos meus vizinhos que têm vivido cada jogo como se de uma final se tratasse (com direito a aplausos e gritos de encorajamento ao apito inicial), ocorre-me dizer que o mister Quique é um treinador inteligente, humilde e imparcial. são três características que os benfiquistas (no geral) não estão habituados a ver neste clube há muito tempo. e muitos, nomeadamente os que consideram que este empate foi injusto para o clube do coração, nem sequer sabem reconhecê-las. não é caso único admitir no fim do jogo que não se mereceu mais do que o que se teve (basta olharmos para o Paulo Bento nas flash interviews dos últimos jogos) mas este Quique, no meio destes dissabores, faz mais do que isso: incute melhorias já visíveis mas (e ele sabe-o) ainda insuficientes. de estranhar seria que o Benfica que nos habituámos a ver nos últimos anos se transformasse, do dia para a noite, numa equipa invencível. além disso, é importante salientar o grande mérito do Leixões, que nunca virou as costas à bola e jogou sempre para marcar (tenham eles a mesma atitude no dragão, embora certamente lá não consigam reunir a falange de apoio de Matosinhos - quase tão insuportável como a do Nacional da Madeira, mas menos estridente).
está quase tudo dito.
José Mota tem motivos para ser um treinador feliz e confiante na sua equipa.
pequena correcção à sua declaração no final do jogo: apesar da aceitável observação sobre a maior justiça que a vitória da sua equipa traduziria, nunca poderá dizer "fomos sempre a melhor equipa em campo. fomos a que mais tivemos a bola e a que mais fizemos para ganhar...". em bom português, fomos a que mais teve e a que mais fez. assim é que se diz. foi a nódoa no pano imaculado da competência do mister a noite passada.
mas no futebol há incompatibilidades inultrapassáveis.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

os socialistas andam a padecer de falta de camaradagem política...

O deputado socialista João Soares criticou esta quarta-feira o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, por dizer que apenas responde pelo seu mandato autárquico na polémica sobre a atribuição de casas de propriedade camarária.

este sr. soares é repugnante...

é preciso golos para reclamar vitória

Obama e McCain colocaram ontem as suas marionetas na linha de fogo para defender os respectivos patronos.
Activou-se a diplomacia para discussão sobre o sexo dos anjos. E o sexo dos anjos na América é uma pescada de rabo na boca que involve a Guerra no Iraque e as questões financeiras que se prendem com o petróleo.
Dizem as sondagens que saíram vencedores os democratas. Quer isso dizer que Joe Biden teve direito ao seu cubo de açucar ao descer do pano.
Mas afinal, o que é isso de se vencer um debate destes?
Para se vencer tem de se ser realmente superior e, acima de tudo, marcar golos (que foi o que o Benfica fez ontem).
Mas os Americanos não percebem nada de futebol.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

The Script - The Man Who Can't Be Moved

não é A música mas pode muito bem ser a música do momento...

maria

Sempre gostei de ouvir a tua voz. As palavras saem disparadas a mil à hora, decididas, traduzem fortes convicções, em relação a tudo. São palavras de sindicalista, sempre no bom sentido do termo.
Não és fácil. És complicada mas pragmática. Na tua forma tão comum de teres sempre uma tarefa em mãos, consegues estar distante, afastada, mas não és pessoa de se esquecer... ou ser esquecida.

Não me esqueço do teu ar sorridente e da tua forte expressividade. Não esqueço as tuas lágrimas de emoção, tão fáceis como as minhas. Não esqueço outras lágrimas que, inevitavelmente, partilhámos e orgulho-me de termos estado juntas em momentos felizes e em horas menos boas.

Mesmo os conflitos foram sempre um desafio. Testar a nossa compatibilidade acabou sempre por fortalecer os nossos laços. Trocámos conselhos, sermões e segredos sem nunca julgarmos a outra. Tão diferentes e tão iguais, fomos sempre capazes de discordar com classe e isso aproximou-nos.

Fomos ao futebol para lugar VIP, como quem sai em Manhattan para ver montras, e demos por nós a falar de abdominais masculinos e a rir muito.

Rir, rir, rir muito. Gargalhar. É das coisas que me lembro sempre que te relembro.

Tenho saudades dos espectáculos vividos no pavilhão, de trabalhar contigo e discutir os nossos critérios para atribuição legítima do adjectivo charmoso a alguém, enquanto dissecávamos as nossas crises existenciais, de te deixar em casa já bem tarde mas sempre com assunto para fazer a conversa demorar horas.

Nunca nos faltou tema. Talvez por isso, mesmo depois de semanas, meses!, sem falarmos, nunca há embaraço, nunca fica a sensação de que somos almas separadas pelo fosso da distância. O sorriso e o olá soam sempre familiares como se ali estivessem todos os dias. Não apetece calar a conversa que despertamos.

Não, não te considero desnaturada. És assim, cada vez mais aquela mulher que não sabe estar parada e é mais importante para mim sentir que quando te oiço faz sentido ouvir-te, mesmo que o (pouco) tempo nos roube a frequência dos diálogos.

Ontem, mais uma vez e como sempre, gostei de ouvir a tua voz...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

eu já votei. e você?

votei, ainda que por exclusão de partes.
voto sempre por exclusão de partes. daí que na maior parte das vezes seja uma Abstenção com A maiúsculo (quem ganha agradece sempre esta minha opção de voto).
sugeria que, depois do amor, a alternativa fosse... fazer mais amor.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

LisboaGate

No meio da tragédia económica que se vive mundialmente, há estas pequenas tragediazinhas: abuso de poder; aproveitamento de privilégios imorais da carreira pública e política; imunidade (e impunidade) diplomática; remunerações, subsídios e reformas estrategicamente atribuídos de acordo com as conveniências de cada um e tudo mais que vem à superfície ou fica reduzido ao secretismo de elites, agrilhoadas entre si, à beira do mesmo tacho.
E o que hoje constitui um choque social e provoca a revolta invejosa dos cibernautas cheios de moral que, indignados, insultam todos os que beneficiam com as sucessivas burlas de fato e gravata, amanhã é um espectro, do qual resta apenas um fraco eco. À laia da sabedoria popular, os cães ladram e a caravana passa.
Nisto tudo, o que mais aprecio, são os cabeçalhos da comunicação social.

cheiros, aromas, sabores....

ou tudo em um.
Sempre me confundiu a definição de aroma. Por mim, sempre me inclinei mais para o olfacto, e no entanto, os iogurtes aromáticos 'sabem' ao seu aroma.
A definição enciclopédica justifica: "Propriedade organoléptica perceptível pelo órgão olfativo via retronasal durante a degustação". Degustação e olfacto. Está explicado.

pensamento do dia ou... auto-inflicted therapy

When you feel that you're not worth it, just remember that somebody out there wants you badly...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

uma das coisas preferidas (2)

ver westerns com o meu pai ao fim de semana. se metia índios e cowboys era garantido: estávamos perante um bom filme!
hoje acho que ele não se aguentava muito tempo com a modorra companhia do lento cavalgar e os diálogos com sotaque country. com sorte, despertava no duelo.
ficou-me, dessa época, o fascínio pelos saloons.
(ainda a propósito de Paul Newman...)

um corpo destes vai direito para o Inferno...


Ocorreu-me que o Paul Newman acaba por ser, para mim, uma espécie de Matthew McConaughey das gerações vindouras...
...

(Deus lhe dê - pelo menos - os mesmos anos de vida...)

diz-me ela assim:

"... há um colega meu que é meu vizinho, mora nesta porta. É o 'Rordigo'. Há na minha escola dois 'Rordigos': um é o que tá constipado, o outro não..."

Into the Wild



"There is pleasure in the pathless woods, there is rapture in the lonely shore, there is society where none intrudes, by the deep sea, and music in its roar; I love not Man the less, but Nature more"

(Há nas matas cerradas um prazer, há nas encostas solitárias um arrebatamento, há uma sociedade, onde ninguém pode intrometer, pelo mar profundo, e música em seu lamento: Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais)

Lord Byron

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

tesouro nº2

cerelac...
(devo dizer que conheci há tempos um dos bébés presentes e leva-me de avanço uns trinta centímetros...)

uma das coisas preferidas (1)

deitar-me em cima da mana, quatro apoios, posição 69, e imaginar-lhe o nariz no queixo: transforma a boca num órgão carregado de humor polivalente. gargalhadas garantidas.
(back in the 80's. good old times...)

notas soltas...

... nome de programa televisivo ou descrição, por tópicos, de um periodo compreendido entre dois limites temporais.
sexta-feira, 8h15, com alarme do telemóvel e buzinadelas insistentes na rua. tijela de cereais com leite e iogurte de sabor a morango. beijinhos em forma de lingua fina de fiambre e cócegas de bigodes soltos e nariz húmido e frio (como devem ser os narizes canídeos*). beijinhos no ombro nu (tão bom!), de outro bigode, ralo e forte (de nariz maior e seco*). roupa escolhida com certeza. humor de sexta-feira. pensamento na noite que se aproxima e no reencontro de almas... gémeas (sempre afastadas mas nunca distantes). humor de sexta-feira com sorrisos. rua com sol. temperatura agradável. nice! e ainda não acabou...
* porque aos bigodes deve estar sempre associado um nariz!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

não me estampei nem nada! não é preciso exagerar...

No meio da absurda situação que é bater no camião à nossa frente sem perceber muito bem como é que aquilo aconteceu, dou por mim a pensar que me incomoda muito o facto de não receber o mínimo troco do condutor. Assim. Como se eu fosse uma libelinha e ele um elefante. Continua a andar como quem deixa cair um tremoço insignificante no chão da tasca e eu fico ali, encostada na berma, ainda pasma com a estupidez da minha performance, entre o receio de sair para ver os estragos e a vontade de me esbofetear. Sempre a pensar que o gajo não me ligou nenhuma e que eu tenho mais é de estar agradecida por isso. Em vez dele, podia ser um Volvo reluzente com um condutor sexagenário picuinhas. Ou pior. Muito pior! Podia até ser uma mulher! Saio e as lesmas continuam no pára-arranca ao meu lado. Não pareço despertar muito interesse. Valha-me isso! Dou a volta pelo lado maior, para adiar a revelação. Não pode ser. Descobri que o meu carro é frágil, frágil, coitado, na sua chapa de lata de salsichas e plásticos reluzentes. Como é que pode? Ainda agora aconteceu e já se notam os hematomas? Nos carros é assim: o que acontece vê-se logo ali, na chapa, não fica escondido no motor, no carburador ou noutro sítio com nome estranho, que nem emoção recalcada.
Gostava de ser como o meu carro. É um herói e sofre com valentia as consequências dos meus erros (mais idiotas). Para não falar nas obscenidades impacientes que ouve (da minha parte) com tanta condescendência. Agora está marcado, o pobrezinho. Nada de mais. Como uma herpes que eu não lhe consigo disfarçar com pensinhos Compeed.
De resto, tudo igual.
Entrei no carro novamente. Pisca e faz-te à estrada porque o ginásio está à espera e ainda há muito para fazer até chegar à cama. E assim foi. Adormeci pouco depois da meia-noite e dormi profundamente.
Hoje quase (quase) parecia que acordava de bem com a vida.
(Não se deixem enganar. Eu sou uma pessoa feliz.)