sexta-feira, 14 de novembro de 2008

simulacros

O que eu gosto de um bom simulacro!
É uma daquelas coisas em que 'boa intenção' e 'utilidade' se aplicam tão bem como 'Magalhães' e 'inovação nacional'...

press: um dos títulos da semana

Fucile: "Comi uma cotovelada nos dentes"

voz-múmia

O Aurélio Gomes e a Teresa Gonçalves fizeram ontem a experiência de apresentar o Janela Aberta, no Rádio Clube Português, de olhos vendados, em ode à estreia cinematográfica do Ensaio sobre a Cegueira. Foram quatro horas de emissão às cegas.
Louvo a experiência. Ainda mais porque deve ter sido medonho ouvir, de súbito, a voz de Saramago. Apenas ouvi a repetição desse momento único e, mesmo preparada para o que iria ouvir, imaginei o susto que apanhava quando ressoasse no estúdio, de surpresa, aquela voz-múmia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

apontamentos..

* ninguém como nós para agendar um jogo, entre Portugal e o Brasil, a realizar em Brasília, a meio da semana e entre jogos da liga, com transmissão em Portugal por volta da meia-noite, cuja organização (entre aviões fretados, instalações de luxo e medidas de segurança) ascende a um milhão de euros.

* ninguém como Berlusconi para misturar, sem pudores, política e futebol (em jeito de surpresa).

(Como diria o Dr. Mário Soares, "o mundo é cada vez mais um só", mas partido em duas partes terrivelmente desiguais, digo eu.)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

D. Leonor

Dizia-me a parvinha assim: "Agora vai clicar onde diz 'setep' (set up...) e depois abre-se uma página. Tem as instruções e tal para o 'deulôd' (download...), não interessa, vem para baixo, até ao fim da página e depois diz Topo. Clica em Topo e abre-se outra página (???). É aí que encontra o programa de validação que tem de instalar. Depois fica com ele no meio (?) ambiente de trabalho."
Dizia-lhe eu, mentalmente: "A senhora é tão tolinha, tão idiota, tão infinitamente burra, que não se apercebe de como é irritante ouvi-la a pensar que está a usar termos em inglês, enquanto vai engolindo várias vezes a saliva acumulada por esse mastigar incomodativo de pastilha elástica; como é insuportável perceber que no meio de tanta tagarelice não está a dizer nada de nada; como é patético que não perceba que, quando clica em Topo não se abre uma nova página, volta sim para o Topo da página a que acedeu e que arrastou até abaixo; e, sobretudo, como tenho vontade de a sacudir, como se faz às melgas, de lhe gritar que se cale e dizer-lhe que devia ser grata a deus nosso senhor das telecomunicações por não falar ainda por equipamentos 3G que lhe permitissem ser reconhecida na rua. Assim sempre pode ir para casa descansada, pois há por aí um mundo que não lhe reconhece a estupidez personificada."
Rematava com um: "Passe bem".

jorge palma



No Rádio Clube Português, por volta das 13h30... (quando já perdia a esperança de ouvir qualquer coisinha de jeito numa qualquer estação de rádio. Também ando farta de música. E de gente. Preciso de férias.)

vitrúvio e a proporcionalidade

Gostava de ter em mim a rigorosa proporcionalidade do homem de vitrúvio. Do ponto de vista racional/emocional, claro.

BdP

E o que eu gosto de ouvi-los dizer coisas do género: "Em França, ninguém discutiu uma falha de supervisão"*, a propósito de um buraco financeiro qualquer...
"... porque me crucificam desta maneira, quando os nossos parceiros europeus, tão mais inteligentes e desenvolvidos do que nós, praticam fraudes inconsequentes? Não é justo!"**

* isto foi o Vítor Constâncio
** isto sou eu
Que giro seria o nosso Vivi numa cela com o (guloso) Bibi...

amêndoa amarga

Não há pachorra para noticiários, para a nossa política, para o nosso futebol, para o nosso sistema financeiro, para a nossa administração interna e para o oportunismo generalizado, tanta é a falta de pudor e de competência.
O nosso PM é uma anedota, mesmo dentro do seu partido, e finge não perceber. O PR, com o devido respeito, é um pachá, daqueles que fazem jus ao nome: mole, molinho como uma lesma, cuja principal preocupação é cumprir o seu mandato sem levantar grandes ondas. Se o primeiro só faz aparato de grandes feitos que não passam de fantochadas de auto-promoção que não surtem efeito nenhum, o segundo tem a displicência de um presidente de uma nação estável e calma, que navega em águas brandas. Têm em comum o facto de viverem as suas ilusõezinhas pessoais e aparentarem com isso uma felicidade intocável.
Neste país, a democracia é qualquer coisa que se invoca para justificar erros crassos e transformá-los em alternativas governativas.
Estou quase tão farta disto como da Brandi Carlile com a sua story.
Felizes os que bebem com sofreguidão os Morangos com Açucar e acompanham com interesse jornalístico as caretas teatrais da M. M. G. e as imposições opinativas do todo-poderoso M. S. T.
Quando conseguir acompanhar um serão televisivo da tvi serei resignadamente feliz.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

toma lá, querido. Amor em estado bruto!

do que é que estás à espera?!


nas bocas dos outros

"Entramos agora numa nova fase. O mundo tornou-se multilateral e o hegemonismo americano arrogante vai desaparecer. É preciso ter isso em conta. Como o multiculturalismo e o multirracismo. O mundo é cada vez mais um só".
Mário Soares, "Diário de Notícias", 11-11-2008
Correndo o risco de estar descontextualizada, parece-me algo demasiado ingénuo, vindo de quem vem...

manifestação efusiva ou rastreio ao cancro da próstata?

Sempre achei que um balneário de futebol soava a mistura interessante de maus odores e múltiplos afectos.
Sobre a primeira não haverá grandes dúvidas e este Meireles acaba de me confirmar a segunda.
Sou uma pessoa muito observadora.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

a propósito de uma banca de artesanato em Santarém

Magalhães para toda a família. Inclui tinteiros. Não inclui corrector ortográfico.

referências

brilhante...

a meio de uma conversa...

"... não sei o que pensam de mim, mas sei que estão errados."
E também outras balelas de professores com medo de avaliação...
(Ah, pois! Até me explicar, sem cinzentos, como a coisa funciona, vou continuar a ser uma orgulhosa ignorante.)

enquanto as criancinhas continuam a crescer estúpidas....

... vai-se-lhes 'oferecendo' Magalhães (pioneiríssimos!!) desde a primária e gastando o que sobra em estudos sobre o aumento da violência entre os mais novos, as influências negativas dos conteúdos da internet e os fenómenos de morte súbita em jovens utilizadores compulsivos de jogos electrónicos.
O segredo está nas coisas simples da vida.
É o que nos ensina a experiência.
Mas continuamos a corromper os 'nossos' filhos. Todos os dias.

... e ao Soares Franco, uma palavrinha apenas:

... PAIXÃO!

(obrigada por, mais uma vez, não me desiludir com as suas hilariantes respostas. É um poço de virtuosismo este homem! E genuínamente sportinguista, com o seu ar mui nobre. Ai ai...)

monday 'sorning'

Argh!

Acabaram-se as fatias de pão saloio, barradas com manteiga, com uma fatia de tomate encarnado, generosamente cobertas com queijo e polvilhadas com garlic powder e oregãos - no forno. O cheesecake caseiro quente e frio e o bolo brigadeiro; acabou-se o abacaxi delicioso de S. Pedro; o queijinho Cachopa e os outros todos - 'nham! - e as batatas crocantes da Seara; acabou o jogo, o prolongamento e os penalties - até que enfim - e bem vinda a noite cerrada, que traz consigo o silêncio desejado e o descanso. E os pesadelos e latidos de um cão qualquer e um amanhecer precoce. E o dia traz papéis, telefone e cheiro a café forte numa sala partilhada com pessoas e números. Burocracias, cartas, horas, seguros, cheques.

Ufa!

Welcome to the jungle.
Uma boa semana para todos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

saúde

Constato, sem grande entusiasmo, que sou imune a constipações. Estou longe de compreender o que é uma verdadeira constipação, e ainda menos uma gripe. É-me impossível imaginar o padecimendo das pessoas que, em princípios de Outubro, correm aflitas a levar a vacina 'do ano', que deve mudar em função das novas vertentes da maleita. É como um up-grade do anti-vírus do pc que se vai fazendo, como é de conveniência.
Com pena minha, não sei o que isso é.
Não querendo menosprezar o sofrimento provocado pelas febres altas, pelo nariz congestionado e pelas dores no corpo, considero que as constipações até fazem falta. Senão vejamos. Ter febre, tosse, especturação, não é mais do que experimentar uma série de sintomas que nos permitem depois refortalecer os nossos anticorpos. Eu nunca sou posta à prova. Mesmo quando apanho frio, chuva ou passeio o cão de havaianas sob a lua gelada de Sintra. Até comprei em tempos um termómetro electrónico na esperança de que me viesse a dar jeito, mas não. Nada. Já desisti. Ou melhor, pela experiência do meu rico paizinho, coitado, que não há vacina que lhe valha, até já pensei em vacinar-me também, a ver se a coisa invertia. Mas acho que isso também já é profanar este meu dom alienígena.
Estou convencida que a mim, quando me der alguma, vou de charola...