quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

lift me up


yes, please.

chamem a polícia

Não me sai da cabeça este maldito refrão, não sei se por causa do horrível anúncio à seguradora, se como resultado do total desprezo por certos dias de trabalho, com os seus procedimentozinhos nauseabundos e os sapos inflamados que, engolidos, provocam lesões na epiglote. Logo hoje, que vesti o look once-a-year de executiva.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

de inveja se fala por aí

Sentirmos inveja de alguém, enfraquece a nossa fibra e reduz a nossa virtude enquanto seres humanos, do ponto de vista lógico, intelectual e até religioso. É uma triste constatação social. A nossa atitude em relação a nós próprios é mecanicamente defensiva quando se trata de tentar justificar aquela sensação de azia que experimentamos ao invejar coisas fúteis, ou não tanto. Muitas vezes este inevitável sentimento de que o ser humano padece é reprimido pela moral e pelo rigor que a religião ou outros princípios nos incutem. Ou até mesmo pela argumentação lógica e bem justificada de que não conhecemos tão bem assim os outros para saber se lhes devemos ter inveja. Nós próprios a reprimimos por um embaraço que vem de dentro. Mas a inveja não é uma coisa pensada, que apenas se deve sentir se soubermos que existe do outro lado algo de plenamente perfeito que possamos almejar sem pensar nas diferentes infelicidades e frustrações que se escondem por trás de alguma coisa aparente.
A mim sempre se mostrou óbvio que as pessoas que mais facilmente dizem ter inveja de qualquer coisa, de uma forma directa e apreciativa, são as que menos vivem essa inveja de forma nefasta ou mal intencionada. Nem tão pouco de forma ignorante. De todas as (poucas) vezes que alguém me disse directamente que tinha inveja de alguma coisa em mim, recebi o comentário com alguma lisonja (e pouca crença de que proviesse de um sentimento realmente feio), uma vez que me parece, quase certo, que é uma forma de elogiar mais do que uma demonstração de dor de cotovelo.
Acho preferível ver nesta inveja uma forma de expressar o elogio, a admiração, a apreciação pelo feito conseguido, pelas virtudes inatas de alguém ou pela harmonia do seu aspecto. Considero até que a inveja, por mais natural e frequente que seja entre as pessoas, raramente chega a ser obssessiva ou radical. Normalmente inveja-se qualquer coisa aqui ou ali. Querer ser-se outra pessoa não me parece que seja inveja, será outra coisa mais além e consideravelmente mais grave, certamente mais triste e, possivelmente, patológica.
Eu admito que sou invejosa, naquilo que me é permitido ser, mesmo sem orgulho nenhum nisso. Já me reprimi por invejar e já tentei esconder (até de mim mesma) que o fazia, mas mesmo isso me permitiu aprender alguma coisa. Eu invejo algumas coisas, em muitas pessoas e se juntasse tudo construiria alguém que duvido muito que pudesse existir, por isso sei que a minha inveja é, quando muito, infantil e só me prejudicará na medida em que lhe der importância para tal. Adorava saber ter a postura para me impôr a certas pessoas e situações e invejo as mulheres que sabem, gostam e andam naturalmente com qualquer tipo de saltos; quero ter a voz da Rita Blanco desde que a ouvi dobrar a Dori; tenho uma raiva saudável a todas as mulheres que podem dar-se ao luxo de ir à praia sem se preocupar muito com a depilação (e que mesmo assim se mostram muito aflitas); queria conseguir ter a força de vontade que algumas pessoas têm e não inventar tantas desculpas como faço ou, em alternativa, reconhecer a minha inércia como algo que aceito de bom grado em vez de permanecer, em várias ocasiões, numa área cinzenta; tantas vezes gostava de ser homem e invejo, sem pudores, quem tenha subido a mais alta pirâmide de Chichen Itza porque (já) não pude fazê-lo, ainda que consciente de que não quero necessariamente viver a vida de mais ninguém que não a minha.

citação em '2nd hand'

Aceito a inveja. O que não gosto é da forma como certas pessoas a vivem, diariamente. Não gosto do olhar de inveja de quem prescruta o outro como se lhe quisesse sugar algo. É isso que acho doentio. Não gosto, sobretudo, de quem desafia as leis do universo para se adequar a uma vida que não é a sua, com base na imagem dos que a rodeiam. Isso é triste.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

cores quentes

Há semanas assim, em que cinco dias parecem caber num só, comprimindo-se em tensas e extenuantes vinte e quatro horas.
Esta luz difusa que se mistura com o cheiro da madeira a arder na lareira aqui ao lado e o aroma do sabão natural que vem da lavandaria improvisada, transformam este momento em qualquer coisa surreal.
É perfeito esperar por ti assim. Se quero um gelado de nata envolvido em caramelo quente...? Olho para a orquídea ali ao lado do bambu, mesmo por baixo da fragrância de figo que de vez em quando me envolve e penso para mim: sim, é perfeito.

amor aos tentáculos (o e-mail da semana)

Há coisas com piada.

E depois há aquelas realmente bestiais.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

a derradeira prova de (in)sanidade

'Dearest,

I feel certain I am going mad again. I feel we can't go through another of those terrible times. And I shan't recover this time. I begin to hear voices, and I can't concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don't think two people could have been happier till this terrible disease came. I can't fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can't even write this properly. I can't read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that - everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can't go on spoiling your life any longer.
I don't think two people could have been happier than we have been.
V.'

Virgínia Woolf

Que as minhas neuroses nunca resultem num rasgo de lucidez extrema que me leve a procurar um generoso pedaço de mármore (abundante na região) e deixar-me levar pelo Lizandro (que até nem fica longe).

Marion Coutillard



Já a seguir vem La vie en rose, na versão da Celine Dion. Ou não.

the phantom

o fantasma do M.S.T. voltou para assombrar os meus posts.

quando é que a derrota dos outros é mais gostosa que a nossa vitória?

ojesualdopareciaontemumhomemmaispreocupadoempreparararsenalbélicoparaesmagarobenficadoqueematentaràhumilhaçãoquefoiaquelajogatana.secalharestouenganadamaseraoqueparecia.oqueeunãopercebo(casoasminhassuspeitasseconfirmemoporquêdetantapreocupaçãocomobenfica,queandamuitoabaixodonível(daequipaprincipal)portista.secalharandareceosodaarmasecretaangolana.écasoparatal!
"
acrescente-se, em jeito de conclusão, que já Miguel Sousa Tavares preconizava, há cerca de quinze dias, o desfecho da taça da liga com uma final entre benfica e sporting. parece que, pela sua óptica, a organização desta prova -de importância equivalente ao torneio do guadiana- em tudo apontava nesse sentido. saliente-se agora que o empurrãozinho que faltava foi dado pelo jesualdo, com o seu brilhante banco alternativo. mas parece que para o porto, as longas distâncias nos torneios menores são um fardo insuportável. então muito bem. conseguiram poupar as perninhas para os jogos "a sério" e evitam a maçada de se deslocar a terras mouras (deus os livre!)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

lisboa

Que previlégio será este, o de ter uma vida familiar e profissional tão suburbana? A tranquilidade cénica. Ou a pacatez das pessoas. Talvez um ambiente não tão poluído? Não sei. Sei que sinto falta do movimento de Lisboa. É viciante Lisboa. Entranha-se em nós. A Mouraria do supermercado indiano e as ruas estreitas por onde fugi com três malucas num carro demasiado largo, a Rua Augusta com os seus sons e os passeios pelas lojas de pronto-a-vestir (quando ainda não eram Bershkas, mas talvez apenas Zaras e Por-fí-ri-os), o Teatro D. Maria, a ginjinha e o restaurante onde se comia o panado de pé. O Brás & Brás. A subida íngreme pela Praça da Alegria até ao Príncipe Real, bem cedo, com o cigarro na mão a desafiar um estoiro aos pulmões, no cimo da escadaria. Os almoços por baixo da grande árvore, no meio dos pombos. O metro de Arroios. A Portugália. A Guerra Junqueiro com a insossa Délifrance. E Benfica, da loja das carteiras, do 388 onde comprava os Risqués. Da pastelaria com a vitrine interminável. Da CGD e do prédio onde morava a patroa da mãe. Do otorrinolaringologista onde íamos com a Lara e o Filipe. Das matinés no Fonte Nova, do blind date da Guida com aquele gajo de barba. Da Escola Superior.
Tenho bilhete duplo para ir hoje ao S. Jorge ver o Valquíria. Não vou. Fico por casa.
Há dias em que parece que a principal característica do subúrbio é ter a capacidade de me afastar cada vez mais da minha cidade.
"
(acho que me estreei a escrever a palavra insossa)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

o que se quer da vida

É assim tão difícil alcançar-se qualquer coisa como isto e tudo o que se imagina a partir daqui?

E fica a referência, para picar o ponto... diariamente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

mini-mercado

A miúda da caixa, que deve rondar os vinte e poucos - sou má a avaliar idades - tem um ar de humildade entranhada. Sabem qual é? Não digo por mal, mas nota-se, salta à vista. Tem modos rudes e uma apresentação descuidada. Os cabelos são compridos e grossos, como se lavados com sabão azul e branco uma vez por semana - e isto já é a minha imaginação a ditar. A pele é clara, manchada de pequenas rosáceas - daquelas que fazem os homens parecer parolos mas que a ela apenas desnudam a má circulação que o ar frio agrava. Tem mãos grosseiras, de dedos inchados e unhas irremediavelmente estragadas. É rapariga de trabalho. Não é de estudos, nem de leituras. Não distingue estilos literários, nem escritores. Talvez já tenha lido um livro do Paulo Coelho que, por falta de alternativa, é o seu preferido.
A senhora de idade observa, com ar antipático, os produtos que vão desfilando com um bip, pela leitura óptica. Não mexe uma palha. A miúda da caixa vai arrumando nos sacos as mercearias e os detergentes, com ar contrariado. Aparece, de um corredor, o marido da senhora com um frasco de canela em pau, que a mulher observa com azedume: 'Isso é muito caro!' e pergunta à menina da caixa quanto custa. O velho fica em suspenso, a aguardar pela aprovação dos paus de canela. A miúda, diz em tom de impaciência: 'Sessenta e sete cêntimos'. 'Até nem é assim tão caro, afinal...', resigna-se a senhora, enquanto a jovem regista e enfia o frasco no fundo de um saco, sem esperar aprovação. O marido segue satisfeito para o carrinho e a miúda despacha o troco para se ver livre da mulher, que fica mais algum tempo a olhar para o comprido talão da registadora, à procura de um descuido. Finalmente, diz-me boa tarde. 'Estava a ver que queria que também lhe levasse as compras a casa', diz para mim em desabafo, enquanto me aceita o cartão. 'Quando as pessoas estão atrapalhadas até dá vontade de ajudar mas quando ficam de braços cruzados apetece-me deixar-lhes tudo espalhado'. Rio-me. Não há mais ninguém na fila. Diz-me boa tarde e segue aliviada para perto da colega que aprovisiona as prateleiras. Ali não se usam lenços azuis com saias vermelhas, nem se olha para as unhas de gel nos periodos mortos. Repõe-se o estabelecimento, faz-se a caixa e até se amanha peixe. Até à noitinha.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

bom português

A pérola que encontrei no ciberdúvidas.sapo:

Pergunta: "Existe a palavra "dozestavado" para definir um objecto de doze lados, como se diz "sextavado" para um de seis lados? Se não, como se diz?"

Resposta: "Na palavra sextavado figura o antepositivo latino sex-, «seis», mais o termo verbal –avado de –avar (terminação de verbos regulares).
Então, como o antepositivo latino que significa «doze» é duodec-, podemos arbitrar a palavra duodecavado para falar dum polígono com doze lados.
No entanto, não recomendo o uso desta palavra, pois não a encontrei na documentação que possuo.
Alguns escritores de antanho andavam em busca de termos regionais ou esotéricos para mostrar erudição. Ora, não é esse o meu critério. O pensamento literário pode ter valor na mensagem, mesmo sem recurso a um vocabulário muito amplo, desde que empregado correctamente e com perfeita propriedade.
Além disso, amplia-se o número de destinatários quando se evitam palavras que corram o risco de não serem entendidas; demais a mais quando não se encontram ainda estabilizadas no léxico.
Recomendo que escreva simplesmente: «com doze lados»".

É um conceito interessante e muito democrático, este de D' Silvas Filho. Falar de forma a que todos compreendam.
Talvez por isso devesse dizer escritores do passado, em vez de escritores de 'antanho' ou mesmo vasto conhecimento, em vez de 'erudição'.
Digo eu. Que sou um bocado 'quadrada'. Quer dizer, tenho quatro lados.

tédio



Se em Portugal houvesse ao menos este tipo de entretenimento...!
Mas não. Por cá, ignorantes e intelectuais são igualmente entediantes.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

médicos

Acho o cúmulo da incoerência um médico retesado, com ar nervoso e perturbado, que se sente invadido pela confiança do paciente. Um bom médico tem de ser sempre seguro de si. A alguns até lhes perdoo a arrogância, mas a fragilidade e o embaraço deixam-me logo de pé atrás.
São bons para fazer carreira a "colaborar" em ginásios, onde os tratam por "doutor" e onde carimbam declarações médicas.

último post

... o meu avô não era assim tão má pessoa.

elderly

Vi ontem uma parte da grande reportagem que se seguiu ao Telejornal acerca da negligência e dos abusos cada vez mais comuns sobre os idosos. Lembrei-me do meu avô. Mais do que tomar atenção ao que se dizia, a reportagem fez-me pensar no meu avô (paz à sua alma). Claro que é angustiante ouvir pessoas velhas, doentes e praticamente indefesas, de olhos lacrimejantes, a narrar histórias de maus tratos, coisas quase inenarráveis, por parte dos próprios filhos. Mas eu só me conseguia lembrar das aldrabices do meu avô.
O meu avô sempre viveu connosco e hoje lembro-me de episódios dignos dos trompetes do Kusturica; coisas que na altura não tinham piada nenhuma - como as férias no Algarve com ele e com a gaiola do periquito (não queiram saber).
A verdade é que o meu avô foi sempre a prova viva de que as pessoas mais velhas não são necessariamente umas desgraçadas, mais ainda quando o apregoam aos quatro ventos.
Lembro-me com precisão, como se fosse ainda hoje um gesto do quotidiano, dos pequenos-almoços levados à cama, do tabuleiro do almoço com um copo (só meio!) de vinho branco (que uma vez, por engano, foi de bagaço caseiro e ele só se queixou no fim. Dormiu toda a tarde!) e de muitas outras coisas que, por comodidade, se iam tornando hábito. Lembro-me sobretudo da casa de banho sempre ocupada nas alturas mais inconvenientes e de pensar que eu chegaria atrasada às aulas, enquanto ele poderia tratar da sua higiene à hora que quisesse. Fui tomando consciência de que, talvez para ele, ter todo o tempo do mundo não fosse algo assim tão bom. Mas o meu avô não era de se aborrecer, nem que para isso tivesse de inventar... coisas desagradáveis, quase sempre. Ele era pequenino e, como diz o ditado, ou velhaco ou dançarino (sempre justifiquei a sua malvadez pela exclusão de hipóteses - não creio que dançasse bem!).
Acima de tudo, lembro-me que costumava pensar, é meu avô. E era desta forma que o amava (mesmo que não fosse segredo para nenhum dos netos que a minha irmã era a sua preferida).
Era o meu avô, com o seu kispo. Com o aparelho auditivo sempre a dar problemas e a sofrer influências magnéticas da televisão. Com o queijo e o pão. Com as sopas de cação e cheiro a poejo. Com os patinhos de plasticina, perfeitinhos como origamis. Com o cigarro sempre aceso, a intoxicar-nos, numa época em que não havia sensibilidade que incomodasse umas boas fumaças na sala. Às vezes, via-lhe nos olhos um franco cansaço de viver. Acho que teve a morte perfeita, se isso existe. Era um velhaco. Mas era o meu avô.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

traumatismo craniano

"Se no final do mês de Fevereiro estivermos na liderança, ganhamos o campeonato."
Vukcevic
Com este tipo de dedução lógica, torna-se fácil adivinhar que se trata de alguém em convalescença de um traumatismo craniano...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

aguardela

Quando algum pequeno pormenor do dia-a-dia me traz à lembrança a morte do João Aguardela, sinto um desconsolo muito difícil de explicar. E têm sido frequentes os pequenos pormenores, desde que soube da notícia. Parece que as rádios andam, em macabro conluio, a prestar-lhe homenagem. Hoje ouvi pela primeira vez - palavra! - 'A Noite', que só conhecia na versão dos Resistência. Isto porque, na verdade, não lhe seguia com atenção o percurso artístico e quase olvidei, nos últimos anos, uma deslocação a um concerto dos Sitiados, na saloia Caneças, numa sala em frente ao coreto, pelos meus quinze anos. Acho que o desconsolo vem da recusa em aceitar que a morte (precoce, para mais) e uma tal carga energética, pudessem andar de mãos dadas. Não é choque provocado por um saudoso fétiche adolescente ou por alguma paixoneta idílica, porque lembro-lhe bem o colete de napa na pele clarinha e o corpo franzino com rosto invulgar (versão masculina da Sarah Jessica Parker) e parece-me que só mesmo a minha irmã para lhe descobrir deslumbramento (e se ela o achava o máximo!). Não sei a que se deve este transtorno de alma. Se calhar é ao facto de me fazer recuar tanto no tempo e trazer-me à lembrança os moshes ao som da vida de marinheiro que acabavam com dores de barriga de tanto rir. Ao tempo que eu não faço um bom mosh.

spam

Andam a chegar-me ao Outlook conteúdos tais como "moças pendentes em pénises enormes", remetidos por uma tal Mia Addison.
Ora Addison só conheço a Dr.ª da tv e não chega a ser conhecer. Sei apenas das suas neuroses e cadilhos amorosos que, ainda assim, não fazem dela a prosti-pêga desta tal de Mia.
Estou convencida de que um grande cavalo de tróia se apoderou do meu computador.
E pensar que poderei ser a única pessoa no escritório a receber estas coisas faz-me sentir um pouco perversa.
E depois... pénises?!