sexta-feira, 29 de maio de 2009

ela por ela

Sou tão avessa a estes disparates cada vez mais frequentes por parte de alguns homens da igreja católica, como o Miguel Veloso à utilização da primeira pessoa do singular.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

rita lee 'flagra'

teresa/manuel

Sei que, por meio dos muitos que passam por aqui despropositadamente, enganados pela indescriminada recomendação dos motores de busca (grande parte oriunda do Brasil e que procura o significado do termo permissividade*, curiosamente), há quem me visite com a regularidade habitual dos amigalhaços ou por um tipo de prazer lúdico qualquer. A esta minoria, peço desculpa pela minha abstinência recente dos nossos encontros tão assíduos durante meses a fio. É que ultimamente tenho andado sonolenta por demais e, com muita pena minha, sem grande vontade de depositar inutilidades e partilhas esporádicas.
Devo acrescentar também que este estado de espírito se deve em grande parte à influência fulcral que um dos dois referidos no título, com fifty-fifty de probabilidades de ser um ou outro mas nunca os dois, dizia, a essa influência preciosa que se tem reflectido em tudo o que faço e em tudo o que sou nas últimas semanas.

* ainda estou para descobrir o porquê desta insistência na permissividade. Não me ocorre nada.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mau começo

Às vezes tomamos decisões que nos custam a paciência. Normalmente é em nome da lei do menor esforço, ou porque, até com algum fundamento, não faz sentido nenhum ter de ir estacionar o carro no parque de estacionamento subterrâneo que fica a 500 metros e que é pago, quando só precisamos de encostar ali à beira, onde nem sequer estorvamos, para deixar uns papéis no balcão da repartição. Nem senhas, nem filas, nem espera nenhuma. Só chegar e entregar e estar de volta em dois minutos. Por exemplo.
Mas, à custa do abuso de outros e da necessidade de encher os cofres da administração interna, arriscar a paragem proibida em deterimento da sensata decisão de perder euro e meio e cinco minutos a pé, hoje fui presenteada com uma jante amarela que me custou sessenta euros.
Ficou-me a pergunta a bailar enquanto aguardava o atabalhoado preenchimento da respectiva papelada e afins dos agentes da autoridade (porque a coisa estava ainda a dar-se quando regressei à viatura), como raio é que conseguiram ser tão rápidos!? Pelo meio das lamentações dos senhores agentes 'tá ver isto agora já está registado com este número e não podemos fazer nada, tem mesmo de pagar o desbloqueio e a coima', pensava para mim 'pois, pois...'

de volta...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

picasso

Picasso, La Vida, 1903
Antes de optar por um percurso académico supostamente dedicado à objectividade e ao rigor das palavras, vagueei por um caminho muito mais cheio de possibilidades. O que as artes plásticas têm de especial é o seu carácter de objecto de fruição, que dispensa academismos. As técnicas e as correntes que nos obrigam a aprender na escola são só uma pequena parte da imensidão de interpretações que a arte tem para nos oferecer. Os pensamentos e as palavras não têm de ser obedientes e rigorosos. A arte dá-nos isto: a inesperada possibilidade de descobrir algures aquele sentimento residual que, até aí, não sabíamos explicar pela lógica das palavras...

terça-feira, 12 de maio de 2009

este dia...

... assinala um marco de conquista: do direito a muitas coisas e do dever de tantas outras (ao compasso do relógio biológico e do peso da consciência).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

noutros tempos...

... as nossas curvas naturais não teriam sido motivo de angústia.

boas dicas

Pode ser coincidência e acho que isto vai virar uma moda generalizada e estúpida, como todas as modas, mas só dei ainda uma espreitadela ao i-online de hoje e já me conquistou, por alguns conteúdos e por uma diferente abordagem dos temas que apresenta.
Encontrei esta curiosité que me chamou logo a atenção. Muitos sabem o porquê do meu fascínio por estas descobertas do paraíso gastronómico e, ainda que o gourmet não seja necessariamente a minha fonte de inspiração culinária, é sempre lindo descobrir as inesgotáveis potencialidades da natureza e da imaginação humana.

negócio

Porque isto é, de facto, o que nos faz falta. Quer seja pela incapacidade de reconhecer nos homossexuais pessoas com os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão (que se cultiva desta forma com muito requinte), quer pela anedótica solução que parece apresentar para destruir os dogmas negativos da descriminação sexual, quer pela elitista proposta de facilitar a vida aos homossexuais abastados, as verdadeiras vítimas da descriminação e exclusão social.
Mas eu estou a ver a situação ao contrário. Espera-se sempre por notícias deste género que consistam em projectos ambiciosos, de cariz cívico e social irrepreensível, quando o que aqui se trata é de criar um negócio rentável que satisfaça os caprichos de uma minoria extravagante que, ao contrário da maioria gay enclausurada ou corajosamente assumida, quer apenas permanecer excluída da sociedade, no seu canto luxuoso e aristocrata.
Esta iniciativa não terá tanto a ver com homossexualidade mas antes com mais um protótipo de fosso social tão comum e muito conveniente para quem deseja morrer da mesma forma que sempre viveu: não ultrapassando as fronteiras de um mundo muito pequeno, concentrado no seu próprio umbigo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

relações

Passam os anos e as relações acumulam-se. Vamo-nos dando conta de que estamos mais velhos, mais experientes, melhor preparados e quase sempre mais enriquecidos, através dos laços desenvolvidos. Os amigos da rua, alguns dos quais mudam de casa muito cedo deixando apenas recordações muito ténues que se confundem com a imaginação, os colegas que aprendem connosco a escrever as primeiras palavras, os que se formam ao nosso lado e, claro, os colegas de trabalho. Há pessoas que guardamos a sete chaves, que podem até não ser aquelas que mais conviveram connosco, mas cuja relação foi marcante, por um motivo ou outro, e às vezes até são recordações inadvertidas, resultantes de experiências más, que não conseguimos apagar.
As pessoas ensinam-se mutuamente a agir e reagir. Tornamo-nos mais autênticos, construimos a nossa identidade com base naquilo com que nos identificamos. As 'gentes' são o reflexo mais próximo que temos das nossas próprias acções e, com sorte, é através uns dos outros que acabamos por rejeitar o que nos desagrada e aproveitar o que reconhecemos como sendo bom, que é como quem diz a não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam, por exemplo.
Isto obriga a que nos respeitemos, não a que tenhamos de gostar de toda a gente. Gente que gosta de toda a gente não existe e é patético tentarmos todos ser Medardos Bons* exactamente por não sermos metades, mas inteiros.
É por isso que, sem ressentimentos nem rancores, encolho os ombros à colega que, com voz afectada e melosa, de sorriso fácil e ternurento, se dirige a mim para me pedir os contactos telefónicos para um dia mais tarde, talvez... Sim talvez, respondo com um sorriso amarelo que não consigo disfarçar. Volta-me as costas e regressa ao lugar dela onde ficará por mais uns dias para depois se despedir sem que, estou segura, voltemos a cruzar-nos. Para que raio me interessa o contacto dela se sei que nada em si me aqueceu cá dentro? Aprendi, só. Foi uma relação de aprendizagem humana e não um laço afectivo consistente.
Por isso, muita sorte e tudo de bom no teu caminho que seguirá, certamente, coordenadas diferentes das minhas.
* já acabei de ler o Visconde

notícias da bola

Diz que ontem foi dia de competições europeias, coisa que (infelizmente) a mim me passa um pouco ao lado por motivos que muitos saberão serem óbvios. Na véspera também houve jogo, e já me fartei de ver aquele golo do Ronaldo - do tipo dos que parece não conseguir fazer pela selecção -, que foi um dos três que apurou os red devils para a final (ide, ide, que nós, pobres diabos - também vermelhos - portugueses ficamos a ver daqui).
Diz também que parece que ontem ao árbitro norueguês só faltavam cair-lhe notas do bolso (não fora o € e seriam pesetas, certamente) e que o Chelsea, com o embaixador português(?) Bosingwa ultrajado por tamanha roubalheira, não chegaria lá contra doze. Não sei, não vi e ao que parece também houve algum demérito dos ingleses.
O importante, todavia, é o nobre conteúdo do que se ouve e se lê, que, numa fase eliminatória importantíssima, consegue ser um pouco mais controlado e gerido pelo bom senso do que nas quezílias caseiras da nossa Ligazinha de vencedor(es) e perdedores anunciados. Ao Paulo Bento, nos sapatos do treinador Guus Hiddink, desenterrava-se-lhe o penteado do couro cabeludo, mas o treinador do Chelsea tem uma experiência e um savoir faire que fazem a diferença nestas situações.
O que vou tentar (porque só li as notícias) é ver a reportagem para poder pronunciar-me sobre os factos, mas sobretudo para ouvir o Bosingwa falar sobre isto. Ou falar apenas! Ouvir falar o Bosingwa é sempre um desafio e uma surpresa, quase como o ovo kinder: nunca se sabe o que sairá dali mas será certamente um quebra-cabeças que precisa de instruções!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

crónicas

Mais ou menos por acaso, passei também por aqui e, não fora o som de fundo das notícias da rfm, teria ouvido orquestras imensas, ribombando emocionantes e patrióticos hinos. É que nunca li nada da Inês Pedrosa que reflectisse tanta e tão profunda admiração como esta sua crónica sobre a cultura americana.
Também nunca tinha reparado antes em quaisquer anotações (aqui tão pouco subtis) sobre as "características" dos judeus e as condicionantes de ser-se branca e mulher, e todo o estatuto pseudo pop-art à volta de Obama - incluindo a sua exploração comercial tão semelhante à da nossa senhora de fátima - transformando tudo num emaranhado e forte motivo de apreciação pelo povo americano. É surpreendente e quase contagiante esta efusiva ode a um povo que anda pelos calcanhares da nossa História, mas que tem em Nova Iorque, pelas ruas de Manhattan, tudo o que se pode pedir de uma cidade.
Ah, esta bonita cultura americana, que enriquece connosco e que, em tempos de crise, sobrevive sempre, também graças a nós. Pensando bem, Inês Pedrosa tem razão. Este povo é, de facto, digno de bajulação, muito embora não seja difícil adivinhar que muito do seu optimismo provem da sua certeza de superioridade, certeza essa todos os dias reforçada pelo resto do mundo.
Gostava de ter pessoas inteligentes (talvez a própria Inês Pedrosa) a contribuir, de facto, para vivermos num país que merecesse, como alguns que se apresentam, uma realidade melhor.

talvez uma parte do grupo dispensado pelo Yahoo recentemente

google contrata 200 cabras
...

quando ganhar é perder

É por coisas destas, nas quais ocasionalmente tropeço, que penso com preocupação no tortuoso caminho que o nosso mundo percorre.
E eu que pensava não existir pior departamento de Recursos Humanos do que aquele que eu dirijo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

cinema

um destes serões quentes, rumo a uma sala lisboeta, para me deixar levar pelas recordações deste conto...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

vasco granja (1925-2009)

Numa altura em que a sua presença era já tão longíqua que deixava melancólicas saudades, fica o adeus definitivo à voz amiga do grande teórico da animação, com quem, bem pequenina, aprendi algumas coisas.

o h1n1 (que não é um índice económico)

Comecei por pensar que ter ido ao México logo nos primeiros dias do ano tinha sido uma sorte, mas pelo andar da carruagem não tardo a fazer parte da lista de personae non gratae aos ajuntamentos. E que jeito que dava agora uma quarentena para pôr em ordem alguns assuntos caseiros e refugiar-me no meu esterilizado portátil, intercalando com a tv e a pilha de livros, banalidades de naturezas diversas.

fados e guitarradas

Se é verdade que a primeira vez que ouvi a Mariza cantar foi num serão informal no já extinto Rock City, isso não invalida que me soe estranha a sua actuação no concerto de Lenny Kravitz em Portugal.
O facto da tournée do cantor em França contar com a participação de Chris Cornell, torna ainda mais enigmática a opção portuguesa.
Mas se calhar sou eu que não tenho abertura para estas coisas.

doze

Já recebi o Caetano nos braços, uns dias antes da data de fim de licitação... Obrigada, amiga de mon coeur!
A ti, e aos bonitos momentos proporcionados no salão nobre pela gorda Yelga, hei-de prestar em breve as minhas singelas homenagens.

(para ver ou rever AQUI, sem prejuízo de outras presenças, como a 2ª circular que, diz quem sabe, estará em grande este ano. E eu, com alguma parcialidade, nem questiono!)