segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson Tributes

Não diria melhor.

Artéria Umbilical Única

Porque tenho de ser sempre especial, preocupada e esclarecida (mesmo quando preferia que assim não fosse).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

nota:

A Galp sobe os preços dos combustíveis (com a concorrência logo atrás por escassas fracções de cêntimo) com uma frequência e naturalidade quase fisiológicas, como respirar ou piscar os olhos. Nós vivemos esta oscilação enviesada e tendenciosa com a complacência habitual.
A mim, parece-me que a crise económica tem as costas largas.

La Roux - In For The Kill



O vídeo oficial não estava disponível, o que, cá entre nós, também não deixa pena.

letrinhas? só para a canja...

Olho aqui para o escaparate do lado direito e só me apetece acrescentar "à cabeceira? À cabeceira tenho muito mais que isto!"
É que a pilha já é tão grande, com um recente canhenho do Jamie Oliver a dar-lhe mais 5 centímetros, que desconfio ser esse exagero cumulativo o motivo do meu fastio pelas letras. É que não me apetece nada.
Ontem levei o Caetano debaixo do braço para uma incursão de reconhecimento no metro até ao Saldanha, mas a meio da linha azul já ia muito mais interessada em redescobrir o fascínio da viagem subterrânea do que nas considerações sobre o admirável Chico Buarque.
Estou a caminhar a passos largos para a estupidez.

terça-feira, 23 de junho de 2009

terça à tarde reza assim II

E não é que a Rosa-Papoila-Bruxa-Louca poupou quilos de latim a dizer aproximadamente o mesmo que eu? E logo no Domingo à tarde! Bem falta me faziam essas sábias palavras à hora em que as postaste, bruxa malvada e sapiente.

Em relação aos Loureiros e às suas cantigas, reitero todos os meus sentimentos anteriormente manifestados.

terça à tarde reza assim...

Como dizê-lo? Não é que me aborreça, mas afecta-me; também não me tira o sono, mas retarda-o ligeiramente, enquanto me deixa a remoer brandamente. Faz-me debater sobre a sua pertinência, e tenho a certeza que aqui as opiniões se dividem. Pois claro que há quem pense que sim, senhor, é lícito, é legítimo! e há quem encolha os ombros a estes disparates.
(suspiro)
Sei que metade de mim tem a argúcia para apanhar do ar as feromonas e outras hormonas que se libertam dos seres quando determinadas situações ocorrem. E sei que a outra metade tem tendência para inflamar coisas de nada. Da primeira, sinto um grande orgulho. A segunda é basicamente inútil: um volumoso saco de bolas de esferovite a ocupar-me um lote de cérebro que poderia ser muito melhor rentabilizado para outros fins. E se a primeira às vezes me custa dissabores, a segunda é um gigantesco ponto de interrogação.
(longo suspiro)

E agora que tento traduzir o que quer que seja em palavras, na vã tentativa de aliviar o meu perturbado adormecer, só consigo pensar numa coisa, obcecadamente: que gosto ainda menos do João Loureiro do que do seu pai e que a grande vergonha nacional deveria ser o facto de alguma vez os Ban terem sido considerados uma banda musical portuguesa, por tantos motivos que não saberia por onde começar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

toda a diferença




É frágil, muito frágil, aquilo de que somos feitos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

bola de espelhos

É para muitos impensável que carcacinhas velhas como a "Should have known better", do Jim Diamond ou a "We've got tonight", do Bob Seger (ainda) me comovam. Mas é verdade. Ainda insisto em cantarolá-las com deleite quando as oiço nas resistentes frequências fm que (ainda) se dedicam a estas velharias. E tento, com alguma dificuldade, não passar indiferente a grande parte dos novos êxitos, mas não consegui (ainda) o desmame com o (ultra)passado.
Este ainda constante deixa-me sempre a sensação de que me falta um bocadinho assim para atingir o próximo patamar da evolução da espécie (o que na casa dos trinta se revela já mais complicado).

(Olha, está a passar agora Century! Why, lover why? Why do flowers die?)

Não tenho remédio.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

the big picture

A alternativa do Benfica aos bichinhos, às larvas que o minam, às térmitas que lhe tentam corroer o betão inexpressivo que a tantos fere a vista, é um mergulho no pântano lamacento dos crocodilos que se avizinham. A coisa não está nada fácil. Depois há o Cissokho, que parece já não valer tanto dinheiro porque o seguro de saúde do Porto negligenciou-lhe o tratamento do esmalte (ou foi o próprio que não comeu relva suficiente), e agora os italianos torcem o nariz. Há também o caso do Peseiro, que se anda a esticar nos resultados à frente de outra selecção, o que deixa o Queirós ainda mais mal visto e de reputação ameaçada.
Há outros casos, como o da Ana Rita, a mãe do Martim, que não sabe bem se continua ou não a greve de fome à porta do Tribunal de Cascais (vai saber com a advogada, mas esteve vai não vai para perguntar à Rita Marrafa de Carvalho o que havia de fazer); há a situação do vice-ministro do Negócios Estrangeiros iraniano, que insiste na nobre convicção de um país fortemente democrático e desafia a que se apontem nomes dos detidos pelo regime (quem não sabe é como quem não vê), e outras coisas menores do mundo da política e da economia do país (nada que nos diga grande coisa).
É com isto que me deparo se atento um pouco mais nas notícias à hora do almoço.
Às vezes fico grata por não ter tempo para estas coisas.
E o calor que fez na semana antes de ir de férias? E o calor que faz agora?
Onde estavam nas duas últimas semanas?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Comi sardinha um pouco por todo o lado, de Portimão à Ericeira, passando até pelo Alentejo profundo e pouco dado a tal hábito. Acabei, afinal, por não ir à Bica. Estou fatigadíssima, que é uma forma de estar cansada ainda mais superlativa que a tradicional fadiga. Fica encontro marcado com o S. Pedro, que, embora local, não é o padroeiro do meu feriado (este ano com pena minha). Adivinha-se um pouco mais de canseira e, claro, mais umas quantas sardinhas, que têm ómega, que é bem melhor do que tudo o que a entremeada possa oferecer (agora ando nesta obsessão rigorosa em torno de quantidades extra de certos ácidos, ferro e magnésio).
Estou de volta. Cansada até dizer chega.

terça-feira, 2 de junho de 2009

kit-kat (que é também o meu preferido)

Deixem-se ficar. Nós vamo-nos retirar para trocar uns dedos de conversa (e de mimos).
Até já.

o amor puro

A triste verdade é que gostaria de me sentir mais augada por sardinhas assadas e caracóis do que na realidade me sinto. Apetece-me que me apeteça. E o apetecer até está lá, obscurecido pela náusea de um certo estado de graça. Falta-me a parte melhor do petisco de Verão: a boca a salivar de gula.
Antes assim continue. Diz que é bom sinal.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

eles estão aí...

cit. "A sardinha está na brasa
Prontinha para assar,
Eu do frango quero a asa,
Para comer, não para voar"

E eu com eles.
Na Bica.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ela por ela

Sou tão avessa a estes disparates cada vez mais frequentes por parte de alguns homens da igreja católica, como o Miguel Veloso à utilização da primeira pessoa do singular.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

rita lee 'flagra'

teresa/manuel

Sei que, por meio dos muitos que passam por aqui despropositadamente, enganados pela indescriminada recomendação dos motores de busca (grande parte oriunda do Brasil e que procura o significado do termo permissividade*, curiosamente), há quem me visite com a regularidade habitual dos amigalhaços ou por um tipo de prazer lúdico qualquer. A esta minoria, peço desculpa pela minha abstinência recente dos nossos encontros tão assíduos durante meses a fio. É que ultimamente tenho andado sonolenta por demais e, com muita pena minha, sem grande vontade de depositar inutilidades e partilhas esporádicas.
Devo acrescentar também que este estado de espírito se deve em grande parte à influência fulcral que um dos dois referidos no título, com fifty-fifty de probabilidades de ser um ou outro mas nunca os dois, dizia, a essa influência preciosa que se tem reflectido em tudo o que faço e em tudo o que sou nas últimas semanas.

* ainda estou para descobrir o porquê desta insistência na permissividade. Não me ocorre nada.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mau começo

Às vezes tomamos decisões que nos custam a paciência. Normalmente é em nome da lei do menor esforço, ou porque, até com algum fundamento, não faz sentido nenhum ter de ir estacionar o carro no parque de estacionamento subterrâneo que fica a 500 metros e que é pago, quando só precisamos de encostar ali à beira, onde nem sequer estorvamos, para deixar uns papéis no balcão da repartição. Nem senhas, nem filas, nem espera nenhuma. Só chegar e entregar e estar de volta em dois minutos. Por exemplo.
Mas, à custa do abuso de outros e da necessidade de encher os cofres da administração interna, arriscar a paragem proibida em deterimento da sensata decisão de perder euro e meio e cinco minutos a pé, hoje fui presenteada com uma jante amarela que me custou sessenta euros.
Ficou-me a pergunta a bailar enquanto aguardava o atabalhoado preenchimento da respectiva papelada e afins dos agentes da autoridade (porque a coisa estava ainda a dar-se quando regressei à viatura), como raio é que conseguiram ser tão rápidos!? Pelo meio das lamentações dos senhores agentes 'tá ver isto agora já está registado com este número e não podemos fazer nada, tem mesmo de pagar o desbloqueio e a coima', pensava para mim 'pois, pois...'

de volta...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

picasso

Picasso, La Vida, 1903
Antes de optar por um percurso académico supostamente dedicado à objectividade e ao rigor das palavras, vagueei por um caminho muito mais cheio de possibilidades. O que as artes plásticas têm de especial é o seu carácter de objecto de fruição, que dispensa academismos. As técnicas e as correntes que nos obrigam a aprender na escola são só uma pequena parte da imensidão de interpretações que a arte tem para nos oferecer. Os pensamentos e as palavras não têm de ser obedientes e rigorosos. A arte dá-nos isto: a inesperada possibilidade de descobrir algures aquele sentimento residual que, até aí, não sabíamos explicar pela lógica das palavras...