quarta-feira, 29 de julho de 2009

clubeFashion

Por estas e por outras é que não gosto de elites, nem de fellowships e não costumo ser membro de coisíssima nenhuma.
Não é que estou há um mês à espera de umas sabrinas, disponíveis com super desconto (ou não fosse eu sócia distinta do clube) e, obviamente, pagas desde então? E, não bastasse a espera pelo artigo, nem uma nem duas do outro lado.
Uma semana depois do primeiro e-mail a questionar os senhores (hello, não se terão esquecido de nada?), eis que chega a elucidativa resposta de que realmente a coisa está pendente, aparentemente por falta de pagamento mas que, em princípio (!), se irá resolver agora que o meu e-mail (de há uma semana atrás) foi encaminhado para alguém que imagino seja imensamente competente. Caso contrário entrarão em contacto (para me pedir mais dinheiro?).

Eu sei, há no mundo problemas bem mais graves.
Mas eu lido muito mal com incompetência e mau serviço público.

E era porreiro receber as sabrinas antes de vê-las na loja com o mesmo desconto e, preferencialmente, antes do Inverno.

coisas

Continuo sem perceber a fixação generalizada em imiscuir no cinema a temática dos dinossauros. Felizmente foram incapazes de estragar a toada brilhante da Idade do Gelo, mas passava-se bem só com a bicharada miúda.
Chateia-me isso. Isso e a Laurinda Alves com as suas crónicas insípidas.
Não fosse isto, e não teria mesmo nada para escrever.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

fava rica

Que hermoso!

feliz caos

Enquanto não vou de férias, vou-me conformando com esta imagem.
O termo pode mesmo ter uma conotação negativa. Tudo na vida é uma questão de perspectiva...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

VH



Eu gosto de homens com pêlos no peito. Estou desenraizada.

'festas da gripe'


Por enquanto Portugal ainda está na cauda da Europa no que respeita a estas rambóias. Eu digo que a culpa é dos festivais de Verão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

circular #2

Sou uma pessoa de brandos costumes, sem o fogo nas ventas que às vezes tanta falta me fazia para dizer umas e outras, sem o pinguinho de mau feitio essencial para uma vida sã e livre de úlceras, o que não significa que não me aflija com as alarvidades que se fazem e dizem.
E pelo amor de Deus, estou num estado delicado, portanto poupem-me as graçolas inoportunas, os disparates na estrada, as respostas mal educadas, os telefonemas a meio do merecido serão no sofá, os cestos de roupa para passar, o ter de passear o cão sonâmbula, a chuva e o frio em fim de Julho (!) e, muita atenção ao last but not least, porque este é mesmo o mais importante, poupem-me todos e quaisquer misticismos, mezinhas, ditos, crenças ou agoiros relacionados com potenciais problemas para a minha barriga, a minha semente ou o fruto que dela brotar, principalmente se baseados em coisas que não fazem qualquer sentido.
A sério. Não há pachorra.

predicting the future

I wish we had even a clue as to what we're doing

Esse medo aproxima-se...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

propaganda

Não me parece justo que o BE espalhe por aí um um outdoor de carácter tão cruel.

Estou-me nas tintas para a defesa demagógica das minorias étnicas, para os imigrantes ilegais, para os desempregados sem direito a subsídio e para os direitos dos homossexuais (principalmente quando já não são minorias e, em muitos casos, não mexem uma palha para mudar a sua sorte).

Mas não deviam tentar manipular-me com uma fotografia de um senhor que é a cara chapadinha do meu rico pai, muito menos para apelar à minha profunda sensibilidade por aqueles que, como ele, se esfalfaram toda a vida a trabalhar (bem mais que quarenta anos) para não poderem gozar de uma velhice tranquila.

É perturbador, mas inútil. Continuam sem o meu voto.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

continuação (sem ilustrações)

O post anterior é fraquinho, vá. Não é a isto que gosto de dedicar o meu tempo até porque normalmente é o tipo de informação que não procuro e que me cai no colo, assim tipo, a ouvir rádio de manhã, a caminho do trabalho (como a notícia de que a LaToya sabe que o irmão foi assassinado e por quem, que é a primeira coisa que oiço quando finalmente ao fim do dia me sento no sofá e prescindo do Family Guy para atentar um pouco na natureza informativa dos noticiários... foda-se!), mas há coisas que têm de ser referenciadas. Por exemplo, este caso. É óbvio que a minha posta está carregada de ironia, com as duas fotografias parolas e aquela frase subtil, mas isto tinha de ser referenciado para, daqui por um (muito pouco) tempo, eu poder dizer: eu avisei, eles é que não perceberam a dica. O triste são estas mães, mas o que fazer? Até a minha, coitadinha, se me visse a fazer certos brilharetes patéticos batia palmas de orgulho. Ou então não. Ela cortou-me logo as pernas aos dois anos quando comecei a exigir rebuçados em troca do refrão das Doce. Precoce? A Flor? Eu ainda nem tinha maminhas, quanto mais saber o que era silicone!
Maneiras que é isto.

Ah, e convite duplo para a ante-estreia do Harry Potter, hoje à noite, no Fórum Lisboa? Aquele filme que eu quero ir ver para depois poder dizer que o livro é muito mais giro, e para o qual ganhei entradas por responder que Tom Riddle era o verdadeiro nome do Lord Voldemort, mas que não vou ver porque ando com umas contracções estranhas - acho que se chamam Braxton Hicks e diz que não tem mal - e também por problemas logísticos de acesso ao Chiado a partir daqui do subúrbio depressivo em que estou enfiada o dia todo, que me impossibilitam de ir levantar os ditos (convites)? Heim? Alguém quer?
Então boas noites. Vou indo.

the three stooges












Tem tudo para dar certo...

terça-feira, 14 de julho de 2009

esta semana

A estreia do Harry Potter, ainda com a Idade do Gelo na calha. Que alegria imensa!

na sequência da circular...

Mesmo assim estou feliz, caramba. E tenho uma barriga gira - em sentido oposto à que sempre ambicionei....

circular #1

É oficial. Detesto o meu trabalho e tudo o que ele representa. Incluem-se (para além das tarefas óbvias que nele estão implícitas):
- o percurso de ida e volta, com as suas obras, cortes de estradas e desvios ad eternum, com os seus camiões-cisterna e outros pesados de carga a projectar calhaus de lama seca que acumulam nos pneus, com os sucessivos stands de automóveis, armazéns de mobiliário e comércio de pedra à beira da estrada;
- os colegas, tão próximos fisicamente, mas a quem não apetece contar aquela aventura espectacular de fim-de-semana ou a mais recente frustração, por mais que os meses de convívio se acumulem;
- a paisagem natural, demasiado serena e vazia, que se tem de todas as janelas de um escritório que tem, visto de fora, o aspecto de um centro de Inspecções Periódicas Obrigatórias.
Detesto o lugar garantido que tenho sempre para o carro, o insatisfatório ordenado certo ao final do mês (que sou eu a processar, o que lhe retira o gozo de ser algo que nos dão) e o lance de escada que subo todas as manhãs sempre com o mesmo pensamento.
Detesto pensar que não devo aspirar a mais neste momento por cautela, pela tranquilidade que a certeza das coisas nos dá.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

desabafo inconsequente

Costumo acompanhar com regularidade uns poucos blogues aos quais deito a mão. Alguns deles importei-os para a coluna da direita, que não tem muito mais serventia do que acumular estas referências; outros são blogues que descubro, por via de terceiros ou acidentalmente, como resultado de alguma busca cibernáutica. Já tenho descoberto coisas interessantes e outras pavorosas. Às vezes revolta-me a quantidade de disparates que leio (e os erros crassos!) mas acabo por controlar-me porque, como dizia o outro, o ar é de todos. Aguenta-te.
Mas há uma coisa que me chateia mesmo nestes laços que se criam entre pessoas que, anonimamente se fruem e descobrem inclusive identificar-se bastante com sei lá quem. Porque o que acontece com frequência é, a qualquer momento, levarmos com uma posta daquelas bem dadas, que não tem a ver com nada e nos faz pensar que, se calhar, a tal pessoa, anónima e ainda bem, é um caso de bipolaridade que nos ceifa de improviso com convicções disparatadas. É como assinar uma revista de moda e, sem aviso, a determinada altura, recebermos um catálogo de desportos motorizados. A diferença aqui é que a 'assinatura' é à borla.
Assim, não me alongando muito mais, pela primeira vez apaguei um blogue da coluna da direita por me sentir defraudada. É que pior do que gente que só escreve tretas, é aquela pessoa muito assertiva e bem formada, que tem surtos de patetice e vulgaridade.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

bufona

Há sempre qualquer coisa que mudaríamos em nós, normalmente até mais do que uma, mas que sabemos jamais conseguir. Faz parte de nós, não é uma teima passageira ou uma aresta que se lime. O pior é quando nos damos conta que alguém nos irrita imenso por aquela sua característica tão particular, para concluirmos depois que é algo de que também padecemos. Pensamos então, será possível que eu inspire tamanha irritação nos outros quanto este gajo me inspira a mim com este tique desprezível? E provavelmente a resposta é afirmativa. Credo!
Eu, por exemplo, sou uma bufona. Gosto de bufar. Quer dizer, não gosto, mas preciso. Quando me irritam, quando estou em stress, só porque sim. Às vezes até solto aquele suspiro prolongado, tão característico das pessoas mais velhas, quando se sentam pesadamente no cadeirão da sala, para uma matiné de tédio.
Sempre soube que era bufona, acho que sempre fui. Mas é chato dar-me conta de repente que esta minha característica pode custar-me o ódio miudinho dos outros, que têm de levar com o meu bufanço. Só a palavra em si é medonha, mas caracteriza muito bem o acto. É chato ouvir alguém bufar, como se estivesse sempre sem paciência, sempre a carregar um fardo demasiado pesado.
Era o que mudava, se pudesse, nas coisas-impossíveis-de-mudar. Mas como não tenho muitas esperanças, rogo a todos os que me rodeiam que me perdoem quando bufo (credo!).
Para aqueles que nunca me ouviram bufar: são uns sortudos! E certamente, não me conhecem lá muito bem.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

JM homenageia MJ



Como tenho mais que fazer, não estive refastelada a assistir à cerimónia, mas cheguei a tempo de ver isto. É bonito.

terça-feira, 7 de julho de 2009

os fenómenos

É o assunto do dia, da hora, do momento. É um fenómeno, potencialmente criticável, porventura agigantado por uma cobertura mediática desproporcional e pela euforia das massas, mas não deixa de ser um fenómeno. E eu gosto de pensar sobre os fenómenos.
Por exemplo, se é certo que já não posso ouvir os anúncios do BES, orgulhosa instituição bancária que detém muito provavelmente a publicidade mais compensatória da classe, e se já reviro os olhos à bajulação permanente e desmedida em torno do agora CR9, também é um facto que tenho de reconhecer no prodígio um grande mérito e uma astúcia empresarial e profissional que temia que ele não dominasse (a verdade é que não o tenho em grande consideração como miúdo-homem: estou certa que se não fossem os milhões e o meio social metro-trendy que o envolveu em Inglaterra, bem como - obviamente - o talento inato para a bola que o levou até lá, seria um espécimen de saloio com acne, possivelmente analfabeto).
Assim, gosto de olhar para o Ronaldo como um "fenómeno", um objecto de estudo social, e não certamente como sex-symbol (que não é) nem tão pouco como o jogador de futebol exemplar, pois mesmo aí considero que lhe está em falta um patamar, porventura de maturidade, que lhe daria o tal estatuto pleno. Também não será o meu embaixador de eleição mas suponho que se justifique o orgulho massivo nacional, particularmente insular.
No resto, e quando comparo as suas excêntricas e por vezes abusivas fintas aos fabulosos movimentos de outro fenómeno já extinto, reconheço-lhe a inimitabilidade e o fascínio. Basta recordar o moonwalk para admitir, sem reservas, que não sendo o sex-symbol, o homem, ou o profissional de eleição, há em alguns fenómenos a personalidade d' O Artista.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

tranquilidade

A única coisa que continua agora a crescer independente da minha vontade (mas que aprecio com sorrisos lamechas) é mesmo a barriguinha.
As apreensões continuam porque fazem parte, mas receber boas notícias é sempre apaziguador.
Que será, será... whatever will be, will be...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

monólogos

Esta apreensão nunca passa. Não há optimismo que a disfarce, nem descontração que a neutralize. É maior que aquilo que se consegue controlar através do auto-domínio e cresce independente da nossa vontade. Não há oração que lhe valha, apenas, quando muito, alguma fé que reconforte. Não há uma acção pensada, nem um esforço que, se levado a cabo, possa evitar o que se receia e não se sabe. Impotentemente não se sabe.
Há esperança. Esperança, por si só, sem mais nada, sem garantias nem certezas, não é quase nada, sabe a pouco.
Mas é o que há: a Esperança, o que nos pode iludir enquanto esperamos... enquanto esperamos que a ilusão que reside nessa esperança se transforme em realidade.