sexta-feira, 20 de novembro de 2009

cinco anos

... o que devia ser motivo para não te oferecer prendas de Natal nos próximos dez anos.
mas de vez em quando dás-me quase 43250032744899856000 motivos para te querer mimar a toda a hora!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

para juntar à cueca descartável

A resolução é listar uma série de músicas que pretendo que me acompanhem durante o laborioso parto que se aproxima. O grande problema é não fazer a mínima ideia do que devo incluir nessa lista, que terá de ser muito bem esgalhada.
Uma boa notícia é que o meu mp3 é fraquinho, de marca branca e aposto que não tem grande capacidade de armazenamento, o que espero que agoire uma hora mesmo pequenina.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

a começar

I couldn't get through Mondays without knowing you're equally miserable

em última análise, a nossa sobrevivência está quase sempre condicionada, proporcionalmente, à maior ou igual miséria alheia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ibis valencia bonaire

Tenho-me lembrado várias vezes desta estadia: viagem de trabalho, acompanhante asqueroso, muito cansaço, exposição de construção na Feria de Valencia, mais cigarros que o ideal em periodo de abstinência, inviabilidade de conseguir acesso a carregamentos telefónicos para chamadas do pré-pago, enfim, o fim do mundo em cuecas. Curiosamente as recordações que tenho tido são quase... agradáveis. Lembro as contrapartidas positivas, aquelas que na altura pareciam não existir. O facto de nos calhar em sorte o ibis de bonaire (onde comprei umas coisitas da mango em outlet e uns sapatos giríssimos para a minha mãe que ela nunca usou, os quais esqueci na loja para onde tive de correr já depois das onze da noite e me valeram menos alguns minutos de conversa para boi dormir com o boi que me acompanhava - que não dormia e queria ficar a tomar uns drinkzinhos comigo no bar ao serão...) em vez do deprimente e marginal ibis do aeroporto; as chamadas sorrateiras que não foram debitadas, feitas à noite, em desespero e em desabafo, com românticas promessas de um salvamento em madrid, se eu quisesse (é que era já) e tão bem que sabiam essas promessas de salvamento que, como é óbvio, nunca aceitaria; o regresso a portugal, por todos os motivos e mais alguns mas especialmente porque, digam o que disserem, o melhor de visitar espanha é sempre poder regressar a portugal.

domesticidades

Deixei fugir coisas por entre os dedos. Ficaram por tirar algumas fotos pelas ruas do Chiado, numa noite fria qualquer, onde não se revelam rostos mas que esconde alguma história feliz. Não fiz viagens que devia ter feito e onde experimentaria olhares e beijos que me enriqueceriam mais do que os livros que fiquei, quieta, a ler. Não me meti na política, não me armei em poetisa e desisti das artes, por qualquer coisa mais térrea, que nunca cheguei a ter. Perdi contactos, perdi-lhes o rasto. Não me esqueço dos rostos nem das experiências sensoriais, tácteis, mas não sei lhes conheço paradeiro e não devia ser assim. Ou devia.

Hoje farto-me de pensar que tenho de limpar os armários da cozinha, as gavetas, a caixilharia das lâmpadas fluorescentes tubulares, as prateleiras onde estão os livros de culinária e os bonecos holandeses. Preocupo-me com a fraca assiduidade com que limpo o pó e obrigo-me a admitir que gostaria de uma mulher a dias (a horas, vá, e poucas) como prenda de Natal, porque, às vezes, acho que não sei como sair vitoriosa desta minha nova lista de prioridades.

Mas existem sempre coisas que me vão fazendo lembrar de quem eu já fui e de outros presentes que desejei. E não é melancolia, nem rancor, nem mágoa. É a inevitabilidade das coisas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Há pessoas que se preocupam com a política nacional e internacional, com os problemas económicos do país, com o estado da nação e a corrupção pública e privada, com as desigualdades sociais, com a moral e os bons costumes, com a estabilidade profissional e uma adequada gestão financeira; pessoas cujos dilemas, as conversas e os pensamentos giram sempre em torno da razão, da lógica, do sentido prático e da justiça; pessoas que se debruçam sobre o que é importante.
Depois existo eu, que faço um balanço negativo e considero um desperdício de tempo, uma tarde rodeada de gente e de conversas à volta de teorias sobre princípios rígidos e outras coisas sem a espontaneidade e aquela indispensável overdose de gargalhadas, disparates e outros excessos desnecessários.
Valem-me sempre os meus conflitos emocionais e os sonhos perturbadores que me trazem de volta os paradoxos do meu mundo.

dá-me ideia que

a solidariedade do jesualdo com o paulo bento começa a ser um pouco despropositada e até nefasta.
Mas não vou repudiar estes farrapinhos de felicidade.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

i heard the news today

Uma destas noites estava condenada a não adormecer nem por nada. Ou era a almofada mal colocada, ou a posição incómoda, ou o calor tardio, ou, sobretudo, os pensamentos persistentes sobre insanos trabalhos de parto, visualizados à custa de uma imaginação um pouco ansiosa e pouco experiente nestas andanças, que por isso mesmo viaja no meio de uma angústia perdida entre o terrífico e o potencialmente real. Agravante de peso, a sensação de apneia e sufoco provocada pela ilusão de um tecido cutâneo cuja elasticidade aparenta ser insuficiente para tamanho desafio como o é a gravidez. Enfim, algumas horas escuras e paralizantes.
Só tenho experimentado esta mesma sensação condensada em curtos periodos de tempo numa outra ocasião: quando vejo, na televisão, a expressão do Paulo Bento.
É por isso que hoje fiquei com a ideia de que o Paulo Bento deu, finalmente, à luz. E agora, depois de uma gravidez longa e desumana e de um parto difícil, prepara-se enfim para iniciar um grande projecto de vida, o de não estar à frente do Sporting.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

...

Coisa estranha esta, de condicionarmos a nossa própria revelação a um insolente pudor ou a uma espécie de orgulhoso anonimato, como se o desvendar da nossa essência correspondesse a uma amostra provocatória e escusada, que encerra em si o automático desinteresse da audiência.
E, em todo o caso, só consigo ver na partilha indescriminada, sinais de uma exposição gratuita, que evito a todo custo e que me incomoda que tentem buscar em mim. Gosto de enganar o mundo inteiro. Só assim consigo tirar verdadeiro prazer dos olhares de entendimento que recebo daqueles que conseguem, naturalmente, ver-me a nudez da alma.
Um prazer quase tão imenso como o que experimento quando me vêem precisamente como quero que me vejam.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

tributos

Pela música.
01.11.2009



"António Sérgio nunca esteve bem em qualquer estação de rádio. Mesmo quando a rádio era rádio. Porque António Sérgio é uma estação de rádio andante e uma estação não cabe noutra estação.

Para mais, é uma estação hostil às outras, contra as quais exerce uma guerrilha permanente. Mais do que meramente ingovernável - ou até uma oposição paciente - António Sérgio e a indissociável Ana Cristina Ferrão são um governo em exílio permanente. E com uma imperdoável agravante: é assim que gostam. E é nisso que insistem teimosamente. É lindo.

Os espanhóis da Prisa fizeram bem em despedi-lo. Estando livres de gratidão, memória ou preocupações da representação da boa música em Portugal, tiveram a coragem que faltou aos antecessores portugueses, ainda demasiado constrangidos pelo reconhecimento e pelo medo da superioridade musical de António Sérgio.

É importante frisar que não é de agora a tanga do mercado nem o fado do fim da rádio. António Sérgio só durou até 2007 porque se recusou a ir embora. Desde os anos 70 que agentes sorrateiros se agacham atrás dele, tentando puxar-lhe a cadeira, a ver se cai. Mas o homem sempre esteve ocupado de mais para reparar. Fincou os pés, sacou dos discos e fez o que sempre fez: o que lhe estava na real gana. De resto o desprezo pode ser a mais bela das distracções.

Ajudou também o facto de António Sérgio ser o melhor divulgador de música popular do nosso tempo - John Peel era magnífico mas tinha lapsos de gosto. Muito se perdoa a quem escolhe música boa tão bem, durante tanto tempo, com tanta arte e tanta inteligência.

A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.

Claro que é preciso gostar de boa música - e de querer descobrir boa música nova - para perceber a grandeza e a utilidade brutal de António Sérgio. A nostalgia é um argumento inimigo. Hoje há muito mais música boa e muito mais música nova do que nos anos 80 ou 60. Mas continua a ser 0,1% de toda a música que se faz.

Essa proporção continua a mesma. O que mudou é a atitude geral da população. Dantes, a ignorância inibia e produzia falsos respeitos por quem se suspeitava "ter conhecimentos". Havia seguidismos acéfalos e dependências paralisantes, tudo exacerbado pelas dificuldades e desigualdades de acesso à música. Havia mestres: era inevitável. ("Mestres" no mau sentido, de professorzinhos de província.) Na rádio as directrizes dos mestres eram obviamente inseparáveis do acesso à música para que nos dirigiam.

Não era bom - até porque os mestres eram mais do que muitos e geralmente pomposos e autoritários, para não falar nos vendidos. Mas é inegável que, entre os pouquíssimos capazes de descobrir e defender música boa, o maior era e é António Sérgio. Por definição é um anti-mestre, desinteressado do tráfego de influências e da concordância dos seguidores.

Digo mal desse tempo - que era também o meu - para poder absolvê-lo do maior defeito dos tempos de hoje, apesar de serem musicalmente mais vastos e empolgantes: o relativismo ignorante. É ele que acaba por explicar a atmosfera que leva à lata de despedir António Sérgio.

Segundo o relativismo ignorante, ninguém pode dizer se uma música é boa ou não. É tudo uma questão de gosto. Depende das circunstâncias. Depende da idade. Às vezes sabe bem uma coisa que, noutra altura, sabe mal. Cada um é como é e aquilo que agrada a um ... perdoem-me se me fico por aqui no blá blá blá.

Tem ou não tem graça como esta atitude coincide exactamente com a conveniência comercialista do cliente ter sempre razão; que os números não mentem; que os ouvintes é que sabem; que os anunciantes é que pagam e quem somos nós para dizer que não está bem assim?

O pior é que esta humildade é uma subserviência e este deixar decidir, este respeito pelos gostos dos outros, é uma gulosa cobardia. Que vai acabar mal - porque quanto mais a rádio se recusa a ser minoritária mais as minorias vão fugir dela. O problema da massificação é que as massas não existem para depois virem agradecer o que se fez por elas.

A apologia do tudo-vale confunde-se sempre com a santificação da ignorância e daí até dizer que António Sérgio sabe escolher música tão bem como eu vai um passinho. A verdade é que sabe muito mais. Escolhe muito melhor. Arrisca mais e engana-se menos. É simples: António Sérgio sabe mais de música popular - no sentido de saber escolhê-la, que é o único que interessa - do que qualquer outra pessoa.

É por haver tanta música hoje - e tanto acesso - que a sabedoria selectiva de António Sérgio é mais valiosa e necessária do que nos tempos ditos áureos em que, verdade se diga, não era assim tão difícil separar o trigo do joio. A música de António Sérgio é como a boa música: não se deixa interromper. É ele que não deixa. O homem sabe o que vale e o que tem de fazer. É escusado atravessarem-se no caminho dele. O que menos interessa é a estação de rádio.

A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.

Se calhar foi isso que custou à Rádio Comercial engolir. Não soube suportar o desprezo, talvez por saber que o merecia. Às vezes, quando existe uma pontinha de vergonha, é desagradável ter, mesmo ali ao lado, um exemplo tão claro de dignidade. De estatura. Desmotiva muito. Faz lembrar coisas que conviria esquecer, que atrapalham a marcha para a capitulação final.

Vai ter sorte a estação de rádio onde voltará a tocar a música de António Sérgio. Mas que fique desde já avisada que escusa de tentar desviar a caminhada do bicho. Em vão agitará no corredor papéis com números de audiências ou os amoques de focus groups. É escusado implorar-lhe que oiça "sem preconceitos" os CD de merda que vos interessa impingir. Não vale a pena atirar-lhe com a história dos tempos terem mudado.

Os tempos sim; a rádio outrossim; mas a urgência de descobrir e defender a música boa é a mesma de sempre. Ou maior ainda, dada a massificação da própria desistência de escolher e divulgar a música que vale a pena.

E não há ninguém que saiba fazer isso melhor do que António Sérgio. Que não faz outra coisa desde que faz rádio. Que não fará outra, mesmo que tentem impedi-lo. Para nosso bem - e, sobretudo, para bem de quem ainda não se sabe quem.

Ou então não - nem isso é preciso. A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito. Haja pressa em poder ouvi-la e saber dela outra vez."

Miguel Esteves Cardoso, Público 17 Setembro 2007

terça-feira, 27 de outubro de 2009

I'm a better athlete than you

I don't spit on the floor
(ainda a propósito...)

veto ao passô-bem e às palmadinhas no rabo também está em cima da mesa

Acredito, piamente, na viabilidade desta medida.
E qualquer palpite de que possa estar a ironizar sobre o assunto deriva da má interpretação a que, assumidamente, me sujeito.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

o caminho da luz

Não sou nada de euforias, mas se este Jesus do futebol está de alguma forma relacionado com o Deus da Bíblia de que fala o Saramago, então também serei obrigada a condenar a polémica do lançamento de Caim. E se o manual técnico do filho estiver relacionado com as escrituras do pai, então eu não lhe chamaria, de todo, manual de maus costumes - quando muito de maus hábitos se esta tendência iluminada ainda vier a dar para o torto.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

analogias e coincidências

Faço analogias a toda a hora. Gosto ou é-me inevitável, não sei. Acho sempre que um alguém me faz lembrar outro alguém ou que determinada situação reporta para não sei o quê. Isso às vezes irrita as pessoas, mesmo quando para mim é tão óbvio que me parece digno de registo. Adelante. Ocorre-me isto depois de ontem à noite ter assistido ao esmiuçamento partilhado entre o Ricardo Araújo Pereira e o Marcelo Rebelo de Sousa, em que, a determinada altura, e não obstante estar a divertir-me imenso com a cavaqueira que por ali ia e com o excelente entretenimento proporcionado - em grande contraste com o conseguido há dias por Francisco Moita Flores ao ter transformado aqueles breves dez minutos numa entediante eternidade -, não obstante isso, dizia, não pude evitar chegar a um ponto em que o professor Marcelo me pareceu personificar, na perfeição, a mais histérica e insana das Júlias Pinheiro e acumular, em simultâneo, uns trejeitos de Luís Goucha. Foi o ex-libris do programa, digo eu.
E logo a seguir, entram em cena, antes que tivesse tempo para fugir, o Eduardo Madeira e a Bárbara Guimarães. Nem de propósito: quando quero evitar comparações absurdas, a eterna primeira dama da cultura vem por ali a fora a abanar-se que nem uma galinha, fazendo aquilo que ela parece julgar terem sido movimentos sexy, que demonstram a supremacia feminina.
Depressa me refugiei no quarto para acompanhar os preparativos da viagem de Salomão para Viena de Áustria e eis senão quando, a caixa mágica me acompanha até ao leito, precisamente para ouvir falar de Saramago e das suas polémicas. Pensei cá para mim que anda muita gente a ter necessidade de escrever e falar, sem saber muito bem sobre o quê, e no desespero desta evidência, adoptam a lógica Marcelista (lá vamos nós outra vez) e optam por pensar que é preferível ter uma opinião qualquer sobre nada do que passar por burro ou imbecil. Mau! pensei eu, isto já não são analogias, são coincidências. E fui dormir, porque não consigo ler mais que dez páginas com tão deplorável pontuação.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

vigília

Às vezes sonho com pessoas importantes que a vida me obrigou a deixar para trás. Os dias correm, mais ou menos felizes, com realidades práticas, objectivos cumpridos ou não, frustrações e conquistas, vividos como se pode e se sabe, nas suas vinte e quatro horas, e de súbito, uma noite, um sonho que não sabemos se foi longo ou curto, traz-nos à lembrança recordações violentas. A violência destes sonhos não está no seu género, mas na sua intensidade. Não são pesadelos épicos, com monstros cruéis, daqueles que nos arrancam do sono com um arrepio gelado. Ao contrário, são sonhos profundos, às vezes parados, sem história nem cronologia, feitos de momentos cheios de um calor que a vida real não tem.
Há poucos dias tive um sonho destes, que me trouxe por alguns instantes, alguém que desapareceu há anos, depois de já se haver perdido na minha vida. Nunca pedi para que esta pessoa regressasse, invadindo o meu sono, mas é algo que acontece com insistência. Sei sempre, mesmo antes de acordar, enquanto vivo o enredo que a fantasia me constrói, que aquilo não é real, e sei-o porque a realidade nunca me permitiu os abraços demorados, cheios de calor, fartos de qualquer coisa que só se compreende ali, por nós. A realidade nunca me deixou pousar os olhos ousada e demoradamente nesta pessoa, sem constrangimentos e embaraços. A alma nunca se me esvaiu pelo toque, nem se denunciou pelo olhar, a não ser numa ou outra circunstância que, me pergunto hoje, se não terá sido também ela fruto da imaginação.
Sei sempre, mesmo antes de acordar, que aquilo não é real mas prolongo e vivo aquela sensação que nunca experimentei e, no entanto, sei que existe. Leio no outro olhar a mesma coisa que no meu está escrito, uma espécie de aceitação irremediável, que se rebela apenas por uns minutos, num sonho, como que a desafiar o que a vida não deixou. Depois, o abraço apertado que nunca se deu e o olhar profundo que nunca existiu vão-se lentamente consciencializando e acabam por se fundir com aquilo que é real e onde não podem coexistir. A vida volta a impor-se, na sua realidade que não admite subterfúgios e o que resta é a sensação, aquela sensação que fica e que não se consegue pôr em palavras nenhumas do mundo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

heróis do mar

Cheguei à conclusão de que nada enche o ego aos portugueses como uma pequena provocação, mesmo com falta de gosto. De repente, todos inchámos o peito e reclamámos história e conquistas, mesmo os portugueses que pouco sabem de Camões ou quantos anos durou a ditadura salazarista.
Até a selecção nacional, com brasileiros à mistura, ganhou forças e renasceu das cinzas para mostrar de que é feita a nossa força. E já ninguém parece ter dúvidas que, depois de tão heróicas provas dadas, seremos concerteza campeões do mundo.
Já pensei em emigrar, para tentar saber o que é patriotismo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

para pensar

Manuela Moura Guedes, ao Correio da Manhã, a propósito da deliberação da ERC sobre a suspensão do Jornal Nacional de 6ª:
"Um acto ilegal é um acto nulo" ...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

maitê proença e o incontinental

Ora aqui estão reflectidos os meus pensamentos em relação à polémica. E muito precisos, em quase todos os aspectos. A verdade é que não creio que o vídeo seja, por si só, digno de se postar em que blogue for, mesmo que com intenções de divulgação e instauração da revolta. O que me parece é que uma das grandes mágoas provocadas em mentes mais sensíveis e bem recordadas dos serões da programação nacional das grandes décadas de oitenta e noventa, é precisamente a forte desilusão de nos darmos conta que os calores provocados pelas Maitês da saudosa Globo (no meu caso não eram calores mas uma forte inspiração de modelo feminino), podem não passar de uma fraquinha ilusão de infância.
De salientar um dos aspectos mais importantes que este texto refere e que me ocorreu precisamente quando assisti ao vídeo: toda esta cantiga de escárnio e maldizer da actriz prova que a sua pesquisa em torno das nossas fragilidades enquanto país de gente diminuta foi muito fraquinha. De facto, mais do que ofendida, senti-me extremamente desapontada. Não conseguiu apenas ganhar a inimizade dos portugueses que na sua razoável estrutura web tiveram acesso à sua deprimente iniciativa, como o fez sem qualquer brilhantismo e fundamento cómico. Francamente não consegui perceber o porquê da histeria final naquele estúdio, mas gostava de, pelo menos, poder ter tido algum motivo para rir de tanta chacota, que também é coisa que aprecio, quando bem feita.