sexta-feira, 8 de abril de 2011
Camarote 146
Logo ali depois do Estúdio do Benfica e por cima da claque adversária. Fácil, fácil.
(e dois golos foram do número 8! Pois.)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
da psicologia racional
Na blogosfera respira-se aquele fenómeno do ping-pong, comum a todas as redes sociais em que há interacção e acompanhamento do outro e que acaba por fazer nosso o seu tema. Daí lembrar-me de algo que estudei bastante na escola, mais ao nível da imagem no âmbito do Design, mas que é fundamentado até pela pseudo-poesia.
"Eu faço minhas coisas, e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
Você é você, e eu sou eu,
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será óptimo.
Se não, nada se pode fazer."
Friederich Perls
A sua aplicação prática contudo...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
pertinente
Porque é que se costuma usar a expressão "o anti-vírus está a correr"?
Deve ser para gozar connosco, enquanto esperamos dois minutos para minimizar uma janela.
drama queen
Como sou uma pessoa que acredita no casamento a advertência já vem tarde, mas as minhas relações sentimentais deviam começar com uma apresentação explícita:
Não tenho mau feitio e sou uma pessoa (quase sempre) fácil e carinhosa. Não sou a mulher mandona que assusta o marido quando arregala os olhos. Sou uma alma branda, branda, que dá dó. Mas choro. Sou chorona. Choro compulsivamente enquanto tento argumentar. São duas coisas que, em simultâneo, não saem bem (ao contrário do que se vê no cinema).
A mesmíssima coisa que me impede de dizer ao meu chefe a cavalgadura que ele é prende-se com este entrave. A partir do momento em que começasse a dissertar sobre a sua filha da putice, ao invés de articular um discurso inteligente e bem aplicado, sair-me-ia um chorrilho disparatado e humilhante regado a lágrimas, que a raiva também me dá para isso.
Ficam avisados.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
(some) wishes do come true
Sábado foi do best.
Parece que o blogue é a minha lâmpada de Aladino.
Já estou a trabalhar em novos desejos.
(pena não ter vindo a tempo de desejar que o Benfica fizesse ontem o jogo da sua vida)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
este sábado à noite,
gostava de me aninhar no canto de um restaurante confortável e sossegado, com algum requinte, sem muito barulho, em frente de uma mesa discreta, num assento corrido e estofado de onde não apetecesse levantar depois da sobremesa. Gostava de beber lambrusco doce até sentir aquela embriaguez tímida e agradável que solta a língua em conversas boas.
Porra, não me apetece nada incluir a minha filhota neste serão de sábado.
Avós?
Anyone?
(hello...?)
Pink Floyd "On The Turning Away" Live 1988 (DSOT Version)
Ouve-se isto e sabe-se.
Não é entretenimento, é arte.
Alguém disse que os Pink Floyd, ao contrário de algumas bandas, conseguem ser melhores ao vivo do que numa gravação em estúdio. É bem verdade.
Ouvir esta música, bem alto, seja onde for, faz-nos sentir capazes de qualquer coisa. O nome assenta-lhes bem. Há músicas que são pura droga (no melhor dos sentidos).
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
isto lembra-me que ainda tenho de ir buscar o meu Carapuço d'Ouro, por serviços prestados ao país
Calculo que tenha aproveitado a viagem para partilhar cá com os mãos largas do reconhecimento o segredo de uma economia de sucesso.
os dias úteis
Já passei por muitas fases neste meu último emprego.
Senti coisas boas e más, ao sabor dos sucessos e insucessos da empresa. Já fui responsável por organizar eventos considerados 'profissionalmente vantajosos', almoços natalícios, lúdicos, que servem o propósito exclusivo de demonstrar que se tem a colocação financeira necessária para garantir segurança a clientes, fornecedores e empregados, alguns mais do que isso, amigos.
Ao longo do tempo, experimentei diferentes emoções. De concretização, de realização, de frustração, de derrota. Actualmente, experimento o pior, vergonha. É difícil trabalhar com pessoas mal formadas, com personalidades que chocam connosco, com um grupo de gente disforme, pela negativa. Mas isso é, também, experiência. Experiência social, que desafia a nossa capacidade de ultrapassar obstáculos, de agir e reagir: experiência de vida, estaleca para tudo o que ainda temos pela frente. O pior, neste momento, é a vergonha de me considerar não um trabalhador por conta de outrém, mas o pau mandado da hipocrisia, falta de carácter e cobardia de alguém; um porta-voz de tudo o que abomino. Permanecer aqui corrompe-me, trai os meus princípios e verga-me a honestidade que me caracteriza.
Nutro um profundo desprezo por pessoas cobardes, sem ética, sem respeito pelos outros. Pessoas que não atendem o telefone porque não lhes convém. Pessoas que não assumem as suas falhas. Pessoas que não têm a coragem de reconhecer as suas dificuldades e que prevalecem arrogantes mesmo quando a situação lhes exige humildade.
Há dias que sinto uma vergonha imensa.
Receio não conseguir ultrapassar esta fase, que é, de longe, a mais difícil com que me obrigo a (con)viver(apesar da conjuctura pouco favorável ao luxo da demissão).
Porra, sou mais que isto.
terça-feira, 29 de março de 2011
let's put it this way
(...)
And I can say I’ve never bought you flowers
Because I can’t work out what they mean"
"I never thought that I’d love someone
That was someone else’s dream"
(...)
"But it might be a second too late
And the words that I could never say
Are gonna come out anyway"*
And I can say I’ve never bought you flowers
Because I can’t work out what they mean"
"I never thought that I’d love someone
That was someone else’s dream"
(...)
"But it might be a second too late
And the words that I could never say
Are gonna come out anyway"*
Numa realidade diferente, eu era homenzinho para me ver numa alhada destas e dizer qualquer coisa como isto.
lar
Encontrar casa.
Nem sempre se sabe o que se quer. Isso comigo, infelizmente, é usual e pouco surpreendente.
Actualmente sinto-me regredir, eu, que já me acho miúda, demasiado miúda para a senhora que devia ser com trinta e dois. Sou fruto de um percurso normal, muito normal, sem erasmus, sem inter-rails, sem escoteiros, sem drogas, sem (grandes) loucuras, sempre pautado por um equilíbrio comportamental só aqui e ali arranhado pelos desvarios emocionais da adolescência que acho que não teve (tem) fim em mim. Espanta-me a certeza que me levou a casar. A ausência de dúvidas ou de arrependimento, mas apenas pelo meu receio de mudar de quereres, este capricho sentimental intrínseco, quase uma maldição. Mas, aparentemente, é apenas a continuação de um processo normal, num percurso normal.
Ter um filho. Foi natural e muito menos assustador do que temia. Foi inevitável porque me fazia falta e nisto de ter filhos começa por ser o nosso egocentrismo (e não a nossa generosidade) a falar mais alto. O relógio biológico torna-se exigente e, também ele, caprichoso. É, talvez, o acto mais self-centered e que, no final, mais significa partilha. Agora, mais do que o casamento e que tudo o que foram as nossas escolhas, aquela criança faz sentido e existe em nós e com um individualismo surpreendente, que evolui todos os dias e nos ultrapassa, e já não é nosso - nunca foi e será sempre - mas de todos e de si mesmo.
Mas encontrar casa...
É racionalizar uma lista infindável de coisas que se tornam massacrantes. Não é, antes de mais, um processo natural, biológico ou emocional. É cansativo, minucioso, dispendioso, burocrático e uma constante interrogação. Talvez seja um pouco menos isto tudo e muito mais agradável se se tiver o dinheiro que compra os prós e elimina os contras mas o desafio é construir um lar a partir desta condicionante principal.
Gostava de ser aquela pessoa que vive numa casa alugada, na cidade, onde o que importa é ter um bom acesso a tudo e uma cama para dormir ao fim do dia. Não sou. Sou aquela pessoa que se sente feliz quando regressa a casa e lhe reconhece o cheiro, os recantos.
Ainda não sei que casa vou comprar. A minha foi ocupada por uma professora do liceu e um australiano que desenha iates. Estão a sentir-lhe o cheiro de que tenho saudades. Onde vivo agora, não me cheira a lar. Não sei quanto tempo vou demorar a encontrá-lo. Sei que irá levar o tempo para encontrar o espaço mais o tempo para lhe reconhecer o cheiro, o que, mesmo na melhor das hipóteses, é sempre demasiado.
Encontrar casa.
Construir um lar.
Reconhecer-lhe o cheiro.
Receio que ainda vá tardar...
sexta-feira, 25 de março de 2011
the joke is on... him
Gostava mesmo de ser uma daquelas pessoas capazes de rematar este vídeo com um texto brilhante. Mas receio que qualquer tentativa saísse gorada.
Custa-me muito a crer que isto aconteceu e até estou tentada a acreditar que tudo não passa de uma montagem maquiavélica para destruir a reputação de uma pessoa honrada e sem vícios.
quarta-feira, 23 de março de 2011
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