segunda-feira, 2 de maio de 2011

a verdade e a propaganda

Nem todos somos estúpidos.

Tenho esperança de que um dia, apesar da incompreensão que as denominadas guerras santas provocam, as pessoas percebam e responsabilizem as potências que carregam a culpa de milhares de mortes inocentes.
Certamente mais de três mil.
Certamente em muitos outros lugares que não o world trade center.

ao Jorge Jesus

Não, Sr. Jorge Jesus, não custa sofrer um golo nos últimos segundos.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é ver o Benfica jogar esta miséria de futebol, esta prática pseudo-futebolística que na realidade nem futebol é, estes sofridos noventa minutos de cada vez, com atletas presos por arames, com falta de dedicação, com motivações diferentes consoante se trate de uma competição já há muito perdida ou de uma disputa para a qual ainda há hipóteses. O que custa, mister, é ter de gerir uma equipa a partir de meio da época, ainda para mais quando não se tem banco. O que custa é que o César Peixoto, o Filipe Menezes e o Luís Filipe façam parte desta equipa. Custa saber que se perdem Di Maria, Ramirez e David Luíz pela inevitabilidade lógica do capitalismo desportivo - outra das áreas em que o Benfica não está ao nível europeu por motivos óbvios - e se faz face a essas perdas com a contratação milionária de um guarda-redes chamado Roberto que dá ares de estar constantemente a despertar de um traumatismo craniano, o que será financeiramente colmatado com a venda mais do que inevitável do Fábio Coentrão e muito provavelmente o adeus a Sálvio.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é o Benfica estar minado de gente e de interesses que nada têm a ver com a aclamada mística benfiquista.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é ter de admitir que não estou certa de querer ver o Benfica numa final europeia a ser mais uma vez o motivo de felicidade do adversário.
O que me custa, Sr. Jorge Jesus, é que a remota possibilidade de o Benfica ganhar uma final europeia ao Porto neste momento seria, no mínimo (e a manter-se a tendência completamente antagónica das duas equipas), terrivelmente injusto.

Não é muito difícil perceber isto.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quilópodes

Abril.
Misteriosas alterações climáticas.
Calor de ananases, vento, chuva e granizo.

Centopeias aos molhos a sair sei lá de onde.
(logo agora que abraçava a ideia de viver no campo)

pensar em voz alta

O único namorado que me deu com os pés ressentiu-se com o facto de me saber envolvida com outra pessoa muito pouco tempo depois. Mostrou-se traído. Às vezes - ainda hoje - penso que isso lhe pode ter ficado na lembrança: quem nos dá com os pés merece ter uma amarga recordação do que significa perder-nos. Bem feito.
Depois lembro-me - ainda hoje - que esse ressentimento foi apenas uma espécie de orgulho ferido, uma vaidade ligeiramente afectada pela noção de não se ser exclusivo.
Tenho a certeza de termos ambos ultrapassado aquela relação que parece distar um milhão de anos e é por isso que acho curiosos estes pensamentos.
Toda a gente tem uma necessidade recalcada de saber como é recordada pelos outros.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

a dor que superou a gaguez do rei


A questão que se levanta depois de ver o filme é ambígua: é imperativo não esperar para ver um filme assim, todavia nunca é tarde para vê-lo.
Soberbo.
Soberba, Natalie.

terça-feira, 26 de abril de 2011

nem ele sabe

Gigantes outdoors comprovam:
Já não devo ser a única pessoa a considerar o Futre um génio do marketing.

Uns anos em Espanha e volta-se assim, um analfabeto espertalhão.

da ausência prolongada

Optei por dar todo um novo significado à prática do jejum por alturas da Quaresma.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

otites e outras dores de cabeça

Mafarrica doente, mãe sem paciência para e-mails e cibernáutica.
Clima escandalosamente quente, piscina de água verde de inverno.
Casa nova-velha, com relvado, árvores de fruto, garagem, churrasqueira, baloiço e a necessitar de mão de obra, negócio quase fechado.
Insónias a meio da noite..
Com a mafarrica a melhorar e bem disposta como o sol, e com a ajuda do calorzinho bom, desconfio que a falta de sono só se pode dever a um dos enumerados. Maldita indecisão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

estou além

"Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar"

António Variações, "Estou Além"

Se me pedirem para identificar a música que me define penso sempre nesta mas talvez diga outra qualquer.
Não gosto de admitir que tenho saudades de pessoas e lugares que me são estranhos. 

Bon Jovi - These Days



O que se passa connosco, com a Humanidade, these days?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bush - Letting the Cables Sleep



Estranhos e coisas proibidas.
(Eu já era assim há 11 anos.)

Camarote 146

Logo ali depois do Estúdio do Benfica e por cima da claque adversária. Fácil, fácil.
(e dois golos foram do número 8! Pois.)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

da psicologia racional

Na blogosfera respira-se aquele fenómeno do ping-pong, comum a todas as redes sociais em que há interacção e acompanhamento do outro e que acaba por fazer nosso o seu tema. Daí lembrar-me de algo que estudei bastante na escola, mais ao nível da imagem no âmbito do Design, mas que é fundamentado até pela pseudo-poesia.

"Eu faço minhas coisas, e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
E você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você, e eu sou eu,
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será óptimo.
Se não, nada se pode fazer."
Friederich Perls

Simples. Faz todo o sentido.
A sua aplicação prática contudo...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

pertinente

Porque é que se costuma usar a expressão "o anti-vírus está a correr"?
Deve ser para gozar connosco, enquanto esperamos dois minutos para minimizar uma janela.

drama queen

Como sou uma pessoa que acredita no casamento a advertência já vem tarde, mas as minhas relações sentimentais deviam começar com uma apresentação explícita:
Não tenho mau feitio e sou uma pessoa (quase sempre) fácil e carinhosa. Não sou a mulher mandona que assusta o marido quando arregala os olhos. Sou uma alma branda, branda, que dá dó. Mas choro. Sou chorona. Choro compulsivamente enquanto tento argumentar. São duas coisas que, em simultâneo, não saem bem (ao contrário do que se vê no cinema).

A mesmíssima coisa que me impede de dizer ao meu chefe a cavalgadura que ele é prende-se com este entrave. A partir do momento em que começasse a dissertar sobre a sua filha da putice, ao invés de articular um discurso inteligente e bem aplicado, sair-me-ia um chorrilho disparatado e humilhante regado a lágrimas, que a raiva também me dá para isso.

Ficam avisados.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

(some) wishes do come true

Sábado foi do best.
Parece que o blogue é a minha lâmpada de Aladino.
Já estou a trabalhar em novos desejos.

(pena não ter vindo a tempo de desejar que o Benfica fizesse ontem o jogo da sua vida)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

este sábado à noite,

gostava de me aninhar no canto de um restaurante confortável e sossegado, com algum requinte, sem muito barulho, em frente de uma mesa discreta, num assento corrido e estofado de onde não apetecesse levantar depois da sobremesa. Gostava de beber lambrusco doce até sentir aquela embriaguez tímida e agradável que solta a língua em conversas boas.
Porra, não me apetece nada incluir a minha filhota neste serão de sábado.
Avós?
Anyone?

(hello...?)

iupiiiii

tenho um blogue cheio de futilidades!

Farrell







Gosto.
Gosto.
Gosto.
Gosto.
Gosto...
Errr... era escusado...

Pink Floyd "On The Turning Away" Live 1988 (DSOT Version)



Ouve-se isto e sabe-se.
Não é entretenimento, é arte.

Alguém disse que os Pink Floyd, ao contrário de algumas bandas, conseguem ser melhores ao vivo do que numa gravação em estúdio. É bem verdade.
Ouvir esta música, bem alto, seja onde for, faz-nos sentir capazes de qualquer coisa. O nome assenta-lhes bem. Há músicas que são pura droga (no melhor dos sentidos).