terça-feira, 24 de maio de 2011

da parentalidade

Como ser mãe n' este mundo?
Eu olho e desespero. Qual deles eu preferia ser o meu filho?

Desculpem se não tenho o pragmatismo da pedopsiquiatra que vê o despertar optimista de novas formas de comunicação onde eu apenas descortino uma ira descontrolada...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tomás, Teresa, Anna Karenina e Sabina

 
ou o tempo em que eu arranjava sempre tempo para ler.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Queen | The Show Must Go On | Music Video



Hoje a minha vida parece uma tragédia grega.
Preciso de mergulhar aqui a alma...

febre

Há coisas que nos podem provocar febre que não são assim tão óbvias como um vírus ou uma bactéria. O atendimento a clientes da Optimus é uma delas. Não sou cliente, nunca fui, mas outra das inúmeras experiências abomináveis que a empresa onde trabalho me proporciona com frequência é a de estar em contacto com os senhores, senhoras, meninos e meninas (assim mesmo, como no circo) que trabalham para este grupo, porque achou em tempos que não voltam mais, que a Vodafone não era satisfatória. Vai daí que venha a mudança.
Sucedem várias coisas que posso dizer sobre isto.
A primeira vem no cabeçalho das facturas e reza assim: prémio APCC 2010. O melhor serviço de atendimento. 1º Prémio da Associação Portuguesa de Contact Centers 2010. Não sei que associação é, nem que troféu é este, nem quais são os critérios de atribuição do mesmo, e admito mesmo a possibilidade de ser uma coisa utópica, fruto da conjugação entre a imaginação fértil de um grupo de criativos, com a necessidade de preencher o espaço em branco ao lado do logótipo. Talvez seja efectivamente uma estratégia de marketing, não sei, não me incomodei em investigar. Seja o que for, liga-se para o apoio a cliente (concretamente para a linha Optimus Negócios - nome pomposo) e o prémio, o troféu, a associação, puf!, cai tudo por terra. Atende um imbecil, domesticado para dizer apenas algumas palavras, de uma maneira específica, que se preocupa mais com a avaliação formal do seu desempenho do que em ouvir o que lhe é perguntado. Depois despede-se com a presunção de que foi de alguma forma útil, questionando o interlocutor (je) se pode ajudar em mais alguma coisa.
A segunda coisa que me vem à ideia é o porquê de se ter um Gestor de Cliente - outro nome pomposo, que supostamente nos dá atendimento privilegiado mas que, na realidade, não responde a um e-mail, telefonema ou sms urgente (e sucessivas insistências) durante meses a fio e depois, um dia, do nada, entra em contacto connosco, por uma coisa banalíssima, com uma naturalidade tal que nos desarma e a disponibilizar-se para qualquer coisa que seja necessária, até ser de facto necessário alguma coisa e se dar novo eclipse.
Lembro-me de outras coisas que se prendem com a dificuldade em pagar uma factura fora de prazo - coisa com que, profissionalmente, estou por demais familiarizada - é experimentar deixar bloquear o serviço e vão ver! Não há referência MB, cheque ou nib bancário que vos valha: aquela malta deixa de querer ver o dinheiro e, em vez disso, tortura os clientes, criando uma referência para pagar cinco euros no multibanco, que servem para quê? Para arrastar o penoso processo que consiste no 'sacrifício' de aceitar duzentas vezes esse valor e recuperar o cliente.
Enfim. Tanta e tanta coisa.
Sem falsas pretensões, juro por mi alma, não querer ferir susceptibilidades: eu própria já fui uma call-girl concorrente dos senhores (tempos de faculdade, malta que não pensa). Mas, foda-se, vocês são fraquinhos.
Grande mérito vos valha, não é qualquer coisinha que me faz febre!

terça-feira, 17 de maio de 2011

fujo, mas eles perseguem-me



e dou por mim a gostar disto como não me lembro de gostar de coisas 'novas' desde os Keane...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ontem, o estádio do AXA tremeu...

... quando Jorge Jesus chamou do banco um trunfo chamado Filipe Menezes.
Nem eu, em casa dos sogros, consegui segurar um 'puta que te pariu'...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

sobreviver

Vai a caminho de mês e meio fora da 'minha casa'.
É difícil.
Vou ter de habituar-me a outra, renovada, muito diferente, mas anseio por esse processo de familiarização, de reconhecimento, de marcação territorial, de privacidade. Anseio por essa altura em que venham a carga de trabalhos, despesas e chatices que me farão a cabeça em água por uma boa causa. Por cá estará o bom do blogue para eu maldizer à vontade o raio de ideia que me deu para me meter nisto e naquilo.

Anseio. Porque acredito mesmo que vai valer a pena.
E porque estou a precisar desesperadamente de uma casa quase vazia e de uma família pequena.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

ah e tal para uns e outros que acham que o Damien anda sempre aos caídos... sim, o homem também se ri

a verdade e a propaganda

Nem todos somos estúpidos.

Tenho esperança de que um dia, apesar da incompreensão que as denominadas guerras santas provocam, as pessoas percebam e responsabilizem as potências que carregam a culpa de milhares de mortes inocentes.
Certamente mais de três mil.
Certamente em muitos outros lugares que não o world trade center.

ao Jorge Jesus

Não, Sr. Jorge Jesus, não custa sofrer um golo nos últimos segundos.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é ver o Benfica jogar esta miséria de futebol, esta prática pseudo-futebolística que na realidade nem futebol é, estes sofridos noventa minutos de cada vez, com atletas presos por arames, com falta de dedicação, com motivações diferentes consoante se trate de uma competição já há muito perdida ou de uma disputa para a qual ainda há hipóteses. O que custa, mister, é ter de gerir uma equipa a partir de meio da época, ainda para mais quando não se tem banco. O que custa é que o César Peixoto, o Filipe Menezes e o Luís Filipe façam parte desta equipa. Custa saber que se perdem Di Maria, Ramirez e David Luíz pela inevitabilidade lógica do capitalismo desportivo - outra das áreas em que o Benfica não está ao nível europeu por motivos óbvios - e se faz face a essas perdas com a contratação milionária de um guarda-redes chamado Roberto que dá ares de estar constantemente a despertar de um traumatismo craniano, o que será financeiramente colmatado com a venda mais do que inevitável do Fábio Coentrão e muito provavelmente o adeus a Sálvio.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é o Benfica estar minado de gente e de interesses que nada têm a ver com a aclamada mística benfiquista.
O que custa, Sr. Jorge Jesus, é ter de admitir que não estou certa de querer ver o Benfica numa final europeia a ser mais uma vez o motivo de felicidade do adversário.
O que me custa, Sr. Jorge Jesus, é que a remota possibilidade de o Benfica ganhar uma final europeia ao Porto neste momento seria, no mínimo (e a manter-se a tendência completamente antagónica das duas equipas), terrivelmente injusto.

Não é muito difícil perceber isto.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quilópodes

Abril.
Misteriosas alterações climáticas.
Calor de ananases, vento, chuva e granizo.

Centopeias aos molhos a sair sei lá de onde.
(logo agora que abraçava a ideia de viver no campo)

pensar em voz alta

O único namorado que me deu com os pés ressentiu-se com o facto de me saber envolvida com outra pessoa muito pouco tempo depois. Mostrou-se traído. Às vezes - ainda hoje - penso que isso lhe pode ter ficado na lembrança: quem nos dá com os pés merece ter uma amarga recordação do que significa perder-nos. Bem feito.
Depois lembro-me - ainda hoje - que esse ressentimento foi apenas uma espécie de orgulho ferido, uma vaidade ligeiramente afectada pela noção de não se ser exclusivo.
Tenho a certeza de termos ambos ultrapassado aquela relação que parece distar um milhão de anos e é por isso que acho curiosos estes pensamentos.
Toda a gente tem uma necessidade recalcada de saber como é recordada pelos outros.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

a dor que superou a gaguez do rei


A questão que se levanta depois de ver o filme é ambígua: é imperativo não esperar para ver um filme assim, todavia nunca é tarde para vê-lo.
Soberbo.
Soberba, Natalie.

terça-feira, 26 de abril de 2011

nem ele sabe

Gigantes outdoors comprovam:
Já não devo ser a única pessoa a considerar o Futre um génio do marketing.

Uns anos em Espanha e volta-se assim, um analfabeto espertalhão.

da ausência prolongada

Optei por dar todo um novo significado à prática do jejum por alturas da Quaresma.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

otites e outras dores de cabeça

Mafarrica doente, mãe sem paciência para e-mails e cibernáutica.
Clima escandalosamente quente, piscina de água verde de inverno.
Casa nova-velha, com relvado, árvores de fruto, garagem, churrasqueira, baloiço e a necessitar de mão de obra, negócio quase fechado.
Insónias a meio da noite..
Com a mafarrica a melhorar e bem disposta como o sol, e com a ajuda do calorzinho bom, desconfio que a falta de sono só se pode dever a um dos enumerados. Maldita indecisão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

estou além

"Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar"

António Variações, "Estou Além"

Se me pedirem para identificar a música que me define penso sempre nesta mas talvez diga outra qualquer.
Não gosto de admitir que tenho saudades de pessoas e lugares que me são estranhos. 

Bon Jovi - These Days



O que se passa connosco, com a Humanidade, these days?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bush - Letting the Cables Sleep



Estranhos e coisas proibidas.
(Eu já era assim há 11 anos.)

Camarote 146

Logo ali depois do Estúdio do Benfica e por cima da claque adversária. Fácil, fácil.
(e dois golos foram do número 8! Pois.)