segunda-feira, 8 de julho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Enquanto dormes
A minha vida fica suspensa, durante as horas que são um dia inteiro. Aprendi a viver para ti e para ela, ignorando propositadamente as provocações que me são feitas, todos os dias, de várias formas, sempre sem que eu esteja à espera, mas que nunca são surpresa. Enquanto não acordas e não te tenho nos braços, enquanto não a avisto da porta e ela corre para mim, a minha vida é ausente, pouca, rara.
Estou à espera, impaciente, que a vida venha ao meu encontro.
Quero não ansiar por ti, por ela. Quero-vos longe, autónomos, apenas para poder lamentar a vida quando sentir que já não sou precisa.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Pedro Paixão
'As palavras que trocavam eram tão físicas como todo o amor que se fizesse..'
(e tenho a certeza que isto será um deleite para ti, Nani...)
quinta-feira, 28 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Honey,
Ver "Embrace - Gravity" no YouTube
'and then I looked up to the sun and saw the sky
'and the way that gravity pulls on you and I
'on you and I'
quinta-feira, 14 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Fairy tale...
A Teresa hoje aprendeu uma história nova que a mamã ficou feliz por relembrar.
A vida é feita de pequenas coisas..

domingo, 30 de setembro de 2012
post excepção (I)
Aos dois anos, oito meses e vinte e quatro dias...
... abro uma excepção no que respeita a expor a Teresa neste blogue. As suas características mais vincadas e aqueles pormenores que só aos pais dizem alguma coisa, as pequenas capacidades aparentemente excepcionais, bem como as pequenas lacunas que ansiamos por ver mais preenchidas e que têm a ver com os diferentes ritmos de desenvolvimento de cada criança, enfim.. um sem número de detalhes que, dou por mim a pensar, diariamente, tenho medo de esquecer um dia mais tarde, depois da chegada do irmão e com o acumular de recordações que depois nos confundem e depois não sabemos a quem atribuir.
É um apontamento, para imortalizar, que espero um dia ser-me muito útil, quando a memória me falhar.
»
A Teresa é 97% parecida com o pai. E os restantes 3% são só dela, improviso fisiológico, que me exclui desde sempre. Isto em termos físicos, porque come bem (como eu) e canta a maior parte do tempo que está acordada (como sempre ouvi dizerem-me que fazia). Fala com desembaraço, característica que se desenvolveu nos últimos meses com uma rapidez que espanta. Claro que, apesar de se expressar bem, a maioria das palavras é mal pronunciada, que é a parte da coisa com mais piada. Recentemente consegui ensinar-lhe o nome completo.. 'Tesa Cabalhos Ibanquis', o que, para quem conhece os apelidos, não está mal. 'Sac' e 'atum' são respectivamente Cerelac e Nestum, o que, admito, é mais fácil reconhecer no contexto do lanche. O iogurte é 'gut', embora seja muitas vezes chamado de 'futa', por associação aos boiões de supermercado. Os animais, grande paixão, dificilmente lhe escapam: curiosamente, não confunde jamais o 'guiocado' (leopardo) com o 'tirre' (tigre), o cão e o gato são peanuts, a 'ainha', o 'galo', 'intiínho' e o 'assaínho' também são fáceis, bem como o sapo, a 'zeba', a 'iafa', o 'efante', o 'popótomo', o 'inoçonte' e o 'ião'. Também conhece o 'iíngo' (flamingo), graças aos livros que adora devorar (outra característica materna, embora no seu caso, os devore literalmente, mastigue e engula, se ninguém a impedir. Se forem de cartão grosso, tanto melhor.)
Conhece a maior parte dos objectos relacionados com a comida, embora ainda não tenha atinado com o nome do garfo que continua a sair quase sempre 'faco'. Sabe que tem de colocar o 'bebete' para comer e gosta de ter sempre o seu copo, com 'áua', ou sumo. Não dispensa o 'deitinho' à noite, que é também quando ainda gosta da chucha. Conhece a 'anheira', o 'chuveio', o 'sampô' e o 'quéme' (na praia, faz sempre questão de dar o 'quéme à sol' para lho colocarem).
Já usa expressões muito dela, que foi apanhando no colégio ou em casa, quem sabe? Quando está mais bem vestida e penteada gosta muito que a coloquem em frente ao espelho, faz logo um sorriso e diz 'Ca chiraaaa!', mas uma das que mais gostamos é o 'já tá!' quando acaba de fazer chichi ou outra coisa qualquer que ela entende que está concluída e é digna de anúncio.
A professora 'Móca' (Mónica), a 'Cáta' (Cátia) e a 'Uúz' (Luz), são os principais adultos de referência do colégio. Entre os coleguinhas, os preferidos são o Nuno (no pódium, sem dúvida), o Tomás, a 'Fávia', os gémeos 'Linádo' (Leonardo) e 'Aúl' (Raúl), e os tri-gémeos Pipa, Inês e o João.
É um desastre a andar. Começou relativamente tarde, aos dezoito meses, e tem sido sempre trapalhona. Cai imenso e quando corre é um susto, principalmente se houver mobília ou outros obstáculos por perto. Mas é uma trepadora nata. Sobe às cadeiras altas, a escadas e escadotes, aos sofás, sobe para a cadeira do comer e para a do carro, sobe até onde a deixarem.
Gosta de letras e de números. Sabe contar até trinta e aos dois anos já contava até dez na perfeição. Gosta de o fazer porque sabe que as pessoas aplaudem e se riem imenso, por isso, normalmente, quanto mais gente presente, mais repete as contagens e cantorias para ser aplaudida.
Adora o Babytv. Adora o 'Póyo' (Pocoyo). Adora queijo. Adora andar de bicicleta. Adora andar de carro e raramente adormece em viagem (faria companhia ao Tim de Lisboa a Bragança a cantar!).
Adora andar de escorrega. Adora cães. Adora...
(ainda fica tanto por dizer...!)
Adora o Babytv. Adora o 'Póyo' (Pocoyo). Adora queijo. Adora andar de bicicleta. Adora andar de carro e raramente adormece em viagem (faria companhia ao Tim de Lisboa a Bragança a cantar!).
Adora andar de escorrega. Adora cães. Adora...
(ainda fica tanto por dizer...!)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
homem da atlântida
Gostava de saber quem és, de te conhecer a fibra, sentir a realidade do espaço que ocupas neste mundo tão perto do meu. Às vezes duvido da tua existência e isso faz-me sentir só e carente, como se precisasse de inventar-te para ser mais completa e ter um pouco mais de fé.
És um espectro, uma sombra que se esvai quando chego mais perto.
Não me conformo.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
I quit, I give up...
Não me apetece lutar mais.
Não consigo.
(sábias palavras de uma amiga, que eu subscrevo hoje)
(há alturas em que é preciso parar)
(estou exausta)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
pertinência
"Não há forma nenhuma de se verificar qual das decisões é melhor porque não há comparação possível. Tudo se vive imediatamente pela primeira vez, sem preparação como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que vale a vida se o primeiro ensaio da vida é já a própria vida?"
Milan Kundera, "A insustentável leveza do ser"
domingo, 29 de julho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
"O teatro ensina que seremos feitos para oscilar entre o grande e o exíguo, como se tivéssemos dois corpos. Um deles que se encobre e disfarça, se curva sobre si mesmo até se aninhar entre um robe e uma lareira, e um outro, aquele que nem com o rasto dos Planetas se contenta."
Lídia Jorge, O Belo Adormecido
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