quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Da animação.

Chamamento

Pull closed the zipper
and grab tight all your luggage,
the road is calling.

Tyler Knott Gregson

(gosto de escritores que, numa frase, me fazem pintar um mundo de detalhes)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

forbidden

Há perguntas proibidas.
Há coisas que não devemos querer saber. Há até perguntas para as quais já sabemos uma resposta e, por isso mesmo, não devem ser colocadas em voz alta. Pensar que as nossas decisões resultam de declarações que precisam de ser verbalizadas é menosprezar a nossa percepção e subestimar a nossa intuição. E quando não há certeza do que intuímos, ou quando o que percebemos pode ser distorcido, ou mesmo quando todas as certezas apontam numa mesma direcção e ainda assim as nossas acções não correspondem aos princípios que sempre defendemos e praticámos, então aí, sobretudo aí, de nada vale qualquer pergunta.
Deixa de fazer sentido querer saber o que é de nós quando somos nós que escolhemos o único caminho que desemboca num labirinto para o qual não conhecemos saída.
Se não formos razoáveis, sejamos pelo menos coerentes.

É tudo uma grande treta.
Mas às vezes a vida resume-se a esta falta de lógica e bom-senso.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

If only...

... dreaming was enough!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Love II

'Eu virei-me. Os seus olhos eram grandes e redondos, e iam de uma ponta do Universo à outra.'

H. L. O traficante de armas

Love I

'Desta vez ela riu-se, riu-se a sério, e eu senti-me como se tivesse ganho todas as medalhas olímpicas da história.'

H. L. O traficante de armas.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Enquanto dormes

A minha vida fica suspensa, durante as horas que são um dia inteiro. Aprendi a viver para ti e para ela, ignorando propositadamente as provocações que me são feitas, todos os dias, de várias formas, sempre sem que eu esteja à espera, mas que nunca são surpresa. Enquanto não acordas e não te tenho nos braços, enquanto não a avisto da porta e ela corre para mim, a minha vida é ausente, pouca, rara.
Estou à espera, impaciente, que a vida venha ao meu encontro. 
Quero não ansiar por ti, por ela. Quero-vos longe, autónomos, apenas para poder lamentar a vida quando sentir que já não sou precisa.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pedro Paixão

'As palavras que trocavam eram tão físicas como todo o amor que se fizesse..'

(e tenho a certeza que isto será um deleite para ti, Nani...)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Honey,

Ver "Embrace - Gravity" no YouTube

'and then I looked up to the sun and saw the sky
'and the way that gravity pulls on you and I
'on you and I'

quinta-feira, 14 de março de 2013

Pessoa

Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

.. for me it happens all the time

And I wonder if I ever cross your mind..

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fairy tale...

A Teresa hoje aprendeu uma história nova que a mamã ficou feliz por relembrar.
A vida é feita de pequenas coisas..


domingo, 30 de setembro de 2012

post excepção (I)

Aos dois anos, oito meses e vinte e quatro dias...
... abro uma excepção no que respeita a expor a Teresa neste blogue. As suas características mais vincadas e aqueles pormenores que só aos pais dizem alguma coisa, as pequenas capacidades aparentemente excepcionais, bem como as pequenas lacunas que ansiamos por ver mais preenchidas e que têm a ver com os diferentes ritmos de desenvolvimento de cada criança, enfim.. um sem número de detalhes que, dou por mim a pensar, diariamente, tenho medo de esquecer um dia mais tarde, depois da chegada do irmão e com o acumular de recordações que depois nos confundem e depois não sabemos a quem atribuir.
É um apontamento, para imortalizar, que espero um dia ser-me muito útil, quando a memória me falhar.
»
A Teresa é 97% parecida com o pai. E os restantes 3% são só dela, improviso fisiológico, que me exclui desde sempre. Isto em termos físicos, porque come bem (como eu) e canta a maior parte do tempo que está acordada (como sempre ouvi dizerem-me que fazia). Fala com desembaraço, característica que se desenvolveu nos últimos meses com uma rapidez que espanta. Claro que, apesar de se expressar bem, a maioria das palavras é mal pronunciada, que é a parte da coisa com mais piada. Recentemente consegui ensinar-lhe o nome completo.. 'Tesa Cabalhos Ibanquis', o que, para quem conhece os apelidos, não está mal. 'Sac' e 'atum' são respectivamente Cerelac e Nestum, o que, admito, é mais fácil reconhecer no contexto do lanche. O iogurte é 'gut', embora seja muitas vezes chamado de 'futa', por associação aos boiões de supermercado. Os animais, grande paixão, dificilmente lhe escapam: curiosamente, não confunde jamais o 'guiocado' (leopardo) com o 'tirre' (tigre), o cão e o gato são peanuts, a 'ainha', o 'galo', 'intiínho' e o 'assaínho' também são fáceis, bem como o sapo, a 'zeba', a 'iafa', o 'efante', o 'popótomo', o 'inoçonte' e o 'ião'. Também conhece o 'iíngo' (flamingo), graças aos livros que adora devorar (outra característica materna, embora no seu caso, os devore literalmente, mastigue e engula, se ninguém a impedir. Se forem de cartão grosso, tanto melhor.) 
Conhece a maior parte dos objectos relacionados com a comida, embora ainda não tenha atinado com o nome do garfo que continua a sair quase sempre 'faco'. Sabe que tem de colocar o 'bebete' para comer e gosta de ter sempre o seu copo, com 'áua', ou sumo. Não dispensa o 'deitinho' à noite, que é também quando ainda gosta da chucha. Conhece a 'anheira', o 'chuveio', o 'sampô' e o 'quéme' (na praia, faz sempre questão de dar o 'quéme à sol' para lho colocarem).
Já usa expressões muito dela, que foi apanhando no colégio ou em casa, quem sabe? Quando está mais bem vestida e penteada gosta muito que a coloquem em frente ao espelho, faz logo um sorriso e diz 'Ca chiraaaa!', mas uma das que mais gostamos é o 'já tá!' quando acaba de fazer chichi ou outra coisa qualquer que ela entende que está concluída e é digna de anúncio. 
A professora 'Móca' (Mónica), a 'Cáta' (Cátia) e a 'Uúz' (Luz), são os principais adultos de referência do colégio. Entre os coleguinhas, os preferidos são o Nuno (no pódium, sem dúvida), o Tomás, a 'Fávia', os gémeos 'Linádo' (Leonardo) e 'Aúl' (Raúl), e os tri-gémeos Pipa, Inês e o João.
É um desastre a andar. Começou relativamente tarde, aos dezoito meses, e tem sido sempre trapalhona. Cai imenso e quando corre é um susto, principalmente se houver mobília ou outros obstáculos por perto. Mas é uma trepadora nata. Sobe às cadeiras altas, a escadas e escadotes, aos sofás, sobe para a cadeira do comer e para a do carro, sobe até onde a deixarem.
Gosta de letras e de números. Sabe contar até trinta e aos dois anos já contava até dez na perfeição. Gosta de o fazer porque sabe que as pessoas aplaudem e se riem imenso, por isso, normalmente, quanto mais gente presente, mais repete as contagens e cantorias para ser aplaudida.
Adora o Babytv. Adora o 'Póyo' (Pocoyo). Adora queijo. Adora andar de bicicleta. Adora andar de carro e raramente adormece em viagem (faria companhia ao Tim de Lisboa a Bragança a cantar!).
Adora andar de escorrega. Adora cães. Adora...

(ainda fica tanto por dizer...!)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

homem da atlântida

Gostava de saber quem és, de te conhecer a fibra, sentir a realidade do espaço que ocupas neste mundo tão perto do meu. Às vezes duvido da tua existência e isso faz-me sentir só e carente, como se precisasse de inventar-te para ser mais completa e ter um pouco mais de fé.
És um espectro, uma sombra que se esvai quando chego mais perto.
Não me conformo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

lizandro


Ontem, a Ericeira era isto. 
Talvez por isso, acabei por dizer mais do que queria...