quinta-feira, 13 de agosto de 2009

clubeFashion contra-ataca

Lembram-se daquelas sabrinas que me têm custado dias de espera? Afinal, não vêm. Depois de alguns apelos aqui da cliente pouco assídua, parece que o stock que há mês e meio estava perfeitamente garantido, já não está. Não me espanta. Mês e meio depois da divulgação da campanha é normal que o produto já tenha escoado.
É um negócio interessante, se pensarmos bem.

Ora se eu me tivesse lembrado disto há mais tempo, teria dado largas à imaginação e angariava pessoal que até gosta de umas camisinhas Sacoor a preço de feira do relógio, mas por catálogo, que é mais discreto, e pedia pagamento à encomenda. Contas feitas, teria sempre uma margem de manobra segura de quinze dias (que é o tempo estimado para entrega), mas para ser em grande, dava-lhe mais quinze dias para arrecadar uns trocos extra com umas malinhas Samsonite (que nesta altura vêm a calhar) e uns bikinis de griffe brasileira (que inflaccionam a cada milha atlântica de caminho para a Europa), o que me dava, à vontadinha, um mês para viajar como se quer. A única dor de cabeça seria escolher o destino.
De regresso, a coisa compunha-se com uns e-mails impessoais mas bem redigidos, a lamentar as rupturas de stock que impediram a concretização da troca, e a garantir a devolução da nota batida ou (melhor ainda) a atribuição de um crédito sem validade, para gastar em futuras encomendas (que o mais incauto e indeciso pode ir deixando pendente até aparecer uma promoção jeitosa da Tag Heuer, e sempre se tem aquele de parte para as férias de Natal).
Na pior das hipóteses, teria mesmo de devolver o dinheiro, mas seria em suaves prestações (porque os cães ladram mas a caravana passa) e as férias teriam certamente valido a pena. Além disso, não pagava juros pelo tempo que entretanto decorrera.
Talvez ainda vá a tempo. Até porque este ano, as férias não são assim tão promissoras: ir para fora cá dentro seria perfeitamente possível às custas de uma mão cheia de sabrinas apalavradas.

Filhos de uma cadela.
Não hei-de eu estar com a neura...

3 comentários:

Mukkinha disse...

De uma cadela? Só se for uma cadela prostituta. é isso que queres dizer? É que cadelas há que distingui-las. É o mesmo que lhes chamares: Filhos de uma mulher... o que provavelmente quererás dizer é: filhos de uma mulher que vende o corpo a sujeitos feios e porcos! Filhos de uma prostituta. E reles! De beira de estrada.

É isso? acertei?

Então corrige lá... Filhos de uma cadela que engravida de vários cães... Qualquer coisa assim...

Miss Kin disse...

Mas afinal, só ficou a hipótese do crédito, não te devolvem o dinheiro?!
Isso é que já acho a mais, complicações e erros acontecem a toda a gente, agora obrigar a pessoa a ficar com o dinheiro cativo para próxima compra que até se pode nem estar interessada em fazer, já é um abuso!

FavaRica disse...

Claro que me devolvem o dinheiro.
Era o que mais faltava... vamos ver é se não tenho de esperar um mês e meio!