sexta-feira, 25 de julho de 2008

a day like today

Hoje é um dia triste.
Amanheceu feio, sem luz, molhado de chuviscos abafados.
Lembrei-me da Susana. Uma véspera assim, em Julho, é desesperante para uma noiva.
Mas a previsão metereológica segreda-me que a Susana não tem de se preocupar.
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O dia continuou feio, o sol subiu e rodou mas sem se notar. A mesma luz opaca e sem cores.
As nuvens esfarrapadas aqui e ali deixam ver que, lá muito no fundo, há um céu muito azul mas num dia como hoje, não se acredita em céus azuis.
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Hoje roubei uma vida. Sem querer... a vida, o alimento, a liberdade, a esperança, a música, o movimento.
Um pardal. Um pardalito pequenino que não voou acrobaticamente no último minuto, apenas porque lhe pesava o regalo que apanhava do chão. Era demasiado pesado.
Não percebi. Devia ter visto ao longe, quando avistei o pardalito, que ele não conseguia ser acrobata com aquele peso imenso no bico. Devia ter previsto e alertá-lo.
Ele também não soube prever...
Matei-o mas a sua morte também me matou a mim, um bocadinho.
Um dia que começou tão feio não podia anunciar nada de bom.

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